28/06/2009

Teologias do Obreiro

O Servo Liberto para Servir


Teologias do Obreiro

Textos bíblicos


Mt 10:24 Não é o discípulo mais do que o mestre, nem é o servo mais do que o seu senhor.
Fp 2:6-9 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus – 7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens – 8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz – 9 Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.
1 Co 9:19 Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos, “para ganhar ainda mais”.
1 Tm 6:1 Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados.
2 Tm 2:24-26 E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor. 25 Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se “porventura” Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade. 26 E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos.
1 Pd 2:15-16 Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos. 16 Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus.
Heb 3:5 E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa , como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar.


Introdução


Teologias do Obreiro trata-se de um compêndio de informações morais e, sobretudo, espirituais, pertinentes à vida prática do obreiro do Senhor Jesus, um servo do Salvador, segundo as Escrituras Sagradas, diferenciado, face à sua profunda responsabilidade nos domínios do aprisco do Senhor, na terra.
Não trata-se, portanto, de uma regra básica para disciplinar obreiros de Cristo. Absolutamente, não! Também não identifica-se como um amontoado de doutrinas escritas a esmo ou invalidadas por uma Igreja local moderna, incapaz de ajustar-se ao que de mais sagrado a Bíblia determina para os reais filhos de Deus, envergonhados e sofridos diante da invasão do indiferentismo espiritual, moral, religioso, etc. Leiamos e estudemos, pois, Teologias do Obreiro.

O Vocábulo Obreiro
2 Tm 2:15


O vocábulo obreiro, possui significados especiais nos principais idiomas que circundam a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus na Nova Aliança. Por exemplo, no latim, o termo “obreiro” é operariu e significa: operário, trabalhador. No grego, idioma oficial do Novo Testamento, o termo “obreiro”, é: εργατην  ergatin. Etimologicamente, significa:

• “operário de campo”: Um trabalhador braçal numa lavoura.
• “ceifeiro”: Uma pessoa que ceifa, isto é, usa a foice numa colheita.
• “trabalhador”: Aquele que trabalha como operário, um batalhador.
Outras riquezas etimológicas de ergatin:
“Aquele que trabalha” – “aquele que obra ”. O termo obrar procede do grego ενεрγέω  energéo. Significa: “ser ativo, operativo numa obra”. Obra, no grego, é εργον  ergon. Significa: “Efeito do trabalho ou da ação” – “Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim” – “Atividade coordenada, de caráter físico e, ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento” – “Tarefa para ser cumprida; serviço” – “Obrigação, responsabilidade”.


Do ponto de vista simples,
o “obreiro” é um servo de Deus.
O termo “servo”, do grego δουλοϚ  vulos, é:
“um escravo doméstico”


Na metade do Século XI teve início no Brasil àquilo que ficou conhecido como “Escravidão”. Uma extensão daquilo que já ocorria em outros países europeus. Os portugueses, os espanhóis e os ingleses, insensíveis aos direitos humanos, superlotavam os porões de seus navios de negros africanos, colocando-os à venda de forma humilhante, desumana e cruel por todas as regiões americanas. Indiscutivelmente, um período de tempo indescritível, cruel, maldoso, desumano... A tônica dessa época, era: “tráfico de escravos, navios negreiros, trabalho escravo nos engenhos e nas minas de ouro, castigos de diversas formas”, etc. etc.
O poderio dos senhorios desses escravos era tão imenso que, tudo quanto fosse pertinente ao escravo tornava-se propriedade do senhorio. Sim! O escravo não era dono nem de sua própria vida, quanto mais de sua esposa, filhos, etc. O escravo não possuía absolutamente nada. Era solitário, sozinho, paupérrimo. Com raríssimas exceções, uma diminuta minoria tinha acesso às proximidades da residência do senhorio. Mesmo assim, essa minoria era vigiada de perto e, à noite, retirava-se para a senzala, onde, na escuridão, ao entoarem cantigas tristes, esperavam o sono depois de mais um dia de castigo, sofrimento. SENZALA: Conjunto de casas ou alojamentos que se destinavam aos escravos de uma fazenda ou de uma casa senhorial.
Obs.: A Igreja de Jesus é constituída de servos de Deus. A palavra “servo” não difere jamais do termo “escravo”. Não há diferença. São palavras sinônimas, aparentadas. No latim, servo é servi ou servu. Etimologicamente, significa:
1. Aquele que não tem direitos, ou não dispõe de sua pessoa e bens.
2. Criado, servidor, servente; serviçal.
3. Escravo que está sujeito a um senhor.
4. Que não é livre.
5. Que presta serviços.
6. Que vive na condição de criado ou escravo.
No grego do Novo Testamento (κοινή), a palavra “servo” é δουλoς  dulos ou vulos: “escravo doméstico” – “viver em escravidão” – “sujeição sem a idéia de escravidão humana” – “aquele que se dá à vontade de outrem” “escravizar, trazer em escravidão”.
Aprendamos:
“...o Senhor nos resgatou” 2 Pd 2:1.
O grego do Novo Testamento usa os seguintes termos para identificar a palavra “resgatar”:
 εξαγοράζω = eksagorázo  Significa “redenção” – Etimologia: “comprar para fora”. Nota: Jesus comprou-nos para conduzir-nos à liberdade. A palavra grega para a Igreja de Jesus, inclusive, é: εκκλησία = eklisía que, etimologicamente, significa: “ajuntamento de povo”, “congregação”, “Uma assembléia de chamados para fora”. O servo é um crente fiel que saiu dos domínios da escravatura do pecado para a Igreja de Cristo.
 λυτρόω = lytrón  Significa “redenção” – Etimologia: “libertar pagando o preço de resgate”. Nota: O pagamento do resgate dos servos foi efetuado pelo Filho ao Pai , e não a Satanás.
 απολὑτρωσιϚ = apolytrosis  Significa “redenção” – Etimologia: “libertação por resgate”. Nota: A libertação dos servos deu-se mediante um grande resgate moral e espiritual. Pelo poder do sangue de Jesus, servos do pecado foram resgatados dos domínios de Satanás, através do Espírito Santo, na instrumentabilidade da Igreja.
Fomos resgatados de um mercado de escravos espirituais.
Nossa carta de alforria foi assinada pelo Senhor Jesus.
Carta de Alforria é:
• Liberdade concedida ao escravo.
• Libertação de qualquer jugo ou domínio.

1º Os servos de Jesus devem ser escravos domésticos. Jó 15:14-15. Ef 2:19
2º Escravos domésticos vivem dentro da residência de seu senhorio.
3º O Senhorio é Deus.
4º A Residência do Senhorio é a Igreja de Jesus.
PEDRO, antes de Pentecostes, era “servo prático” do Senhor Jesus. Unicamente, prático. Um crente sempre disposto, motivado, atento a tudo e a todos. Porém, Pedro não era espiritual. Mesmo tendo o Filho de Deus sempre por perto, dormindo no mesmo local do Salvador, alimentando-se na mesma casa, sentando-se à mesma mesa com o Salvador, Pedro, jamais, durante todo o período de vida física de Jesus na terra, deu mostras de um homem espiritual. Nunca! Após Pentecostes, aleluia, Pedro manifestou-se como “servo espiritual prático” do Senhor Jesus. A Igreja em Atos dos Apóstolos, comunidade cristã de Pedro, ensina que, Pentecostes, carimba, autentica a experiência dos servos de Deus, manifestando-os como servos práticos e espirituais. Pentecostes é sinônimo de Batismo com o Espírito Santo e suas conseqüências.

No Velho Testamento, os principais termos hebraicos que identificam o “obreiro”, é: mal’ãk = mensageiro, representante. Os “servos do templo” atendiam pelo hebraico netînîm.

A Maior Referência do Obreiro


O obreiro não distingue-se pelo volume de serviços prestados a Deus numa localidade. Não!!! Jamais!!! A distinção nunca emanará dos belos sermões, das orações prolongadas, do conhecimento generalizado. Não! O que torna um obreiro distinto e 100% eficaz naquilo que faz é a unção adquirida de Cristo. A UNÇÃO é a mais distinta referência do obreiro. Absolutamente nada poderá substituir “uma grande unção”.
Antes de qualquer empreendimento espiritual, eclesiástico, etc. o obreiro de Jesus deve buscar e encontrar “uma grande unção”. Sem uma grande unção, nada feito!!! Quando não há uma grande unção, tudo é vazio e nulo nas atividades do obreiro: a oração, a glorificação, a pregação, o ensino, a administração, o louvor, a dedicação, os interesses...
A palavra “unção” procede do grego χρίσμα  chrisma. As etimologias são diversas: “ungüento”, “tinta” , “lançar cal” - “ação de tingir alguém”
– “untar com óleo” – “untar com substâncias aromáticas”.
Prestemos atenção: Com base nas diversas etimologias da palavra chrisma, um servo ungido independe de quaisquer tipos de recursos para destacar-se como enviado de Deus. Ele possui a marca da unção. Lamentavelmente obreiros há que tentam usar o Todo-Poderoso Deus. Sim! No afã de sensibilizar a Igreja, uma vez que falta-lhes o poder da unção naquilo que fazem, então, inventam revelações, prolongam suas orações em público, aumentam o tempo dos louvores, esticam “suas” mensagens unicamente na ânsia de ver lágrimas, batismo com o Espírito Santo, avivamento, etc. Um ledo engano. Pobres obreiros. É preciso que, antes de tudo, adquiramos uma grande e profunda unção.
No hebraico, três palavras são significativas no que tange à UNÇÃO:
1> mãshah >>>>> “ungir”, “espalhar um líquido”.
2> mãshîah >>>> “aquele que é ungido”.
3> moshhâ >>>> “porção”. Obs.: Parte de algumas ofertas nos rituais da Lei Cerimonial era reservada como PORÇÃO consagrada unicamente ao sacerdote, o que leva-nos entender satisfatoriamente a tradução da palavra hebraica moshhã: “por causa da unção”.

Há uma diversidade de unções na história do Velho Testamento. Encontramos vidas ungidas para louvar, executar acordes musicais, caminhar, governar, ministrar a lei, profetizar, matar. Sim! Jeú, por exemplo, foi ungido rei de Israel-Norte unicamente para exterminar a profana casa real de Acabh e Jezabel  2 Reis 9ss.
OBJETOS também eram ungidos e, conseqüentemente, separados para Deus. Entretanto, um só era o elemento que definia a unção do instrumento de Deus: O AZEITE .
Na Nova Aliança esse azeite é substituído pela Pessoa do Espírito Santo de Deus. Somente o poder do Espírito Santo autêntica o obreiro.
No Velho Testamento o azeite tornava o ungido propriedade exclusiva do Senhor. No Novo Testamento o Espírito Santo torna os ungidos em propriedades santas de Deus.
No Velho Testamento o azeite delegava poder de Deus para o ungido atuar em nome do Céu. No Novo Testamento o Espírito Santo prepara os ungidos não somente para o trabalho de Deus, mas sobretudo para irem para o Céu. No Velho Testamento os ungidos operavam impulsionados pela autoridade do azeite da santa unção. No Novo Testamento os ungidos operam impulsionados pelo Espírito de Deus. No Velho Testamento a unção era um ato de Deus através do azeite derramado em partes do corpo físico do ungido. No Novo Testamento a unção é um ato de Deus através do Espírito Santo no espírito, na alma e no corpo físico do ungido.


As Três Maiores Unções do Velho Testamento

O Velho Testamento, conforme relatos acima, é um palco de grandes unções e ungidos especiais nas mãos do Deus Todo-Poderoso. Na Velha Aliança, três unções destacavam-se:
1. A unção SACERDOTAL doada aos levitas membros da casa de Aarão. Ex.28:41.
2. A unção PROFÉTICA doada aos profetas do Senhor.
3. A unção MONÁRQUICA doada aos reis da nação de Israel, especificamente aos belemitas, membros da Tribo de Judá, ligados à família de Davi. 2 Sm 2:4.
A Unção
“Uma Privacidade Divina”
1 Cr.16:22


A unção, no Velho Testamento, era um ato de Deus: 1 Sm.10:1.
A unção manifestava-se como privacidade íntima e santa de Deus, o Todo-Poderoso de Israel, e nunca, jamais do ungido. Face à grande intensidade santa e espiritual da unção, Deus mesmo protegia o ungido:
Davi, mesmo conhecedor do desequilíbrio moral e espiritual de Saul, respeitava e temia a marca da unção divina sobre o rei de Israel: 1 Sm.24:6 e 10. 26:9. Somente Deus pode ferir e matar ungidos Seus.
Após o azeite da santa unção ser fartamente derramado sobre a cabeça do escolhido do Senhor, untando não somente os fios de seus cabelos, mas descendo até aos pés do ungido, Deus mesmo delegava-lhe poderes especiais sobrenaturais para agir em nome do Céu. Imediatamente, após a unção, o obreiro tornava-se intocável, ou seja, somente Deus podia tocar-lhe. 1 Sm.26:9 e 16. 2 Sm.1:14. 19:21. Sl 105:15. Etc.
Ele fulmina ungidos dentro do próprio Templo: Lv 10:1ss.
Ele mata sacerdotes ungidos: 1 Sm 4:1ss.
Ele humilha, entristece e enluta “pastores” 100% ungidos: 2 Sm 11-12.
Ele castiga o mais destacado ungido: 2 Sm 24:1ss.
A tragédia que atingiu o Monarca Belsazar, rei de Babilônia, deu-se em virtude de sua arrogância diante da unção de Deus colada nos vasos sagrados da Casa de Deus , os quais, Nabucodonozor levara para Babilônia, quando por ocasião da queda de Judá no ano 586aC. Dn 5:1ss. Mesmo que estejam longe da Casa de Deus, é sempre um perigo desconsiderar objetos outrora ungidos.


O Modêlo de Obreiro
no Velho Testamento
Dt 10:8-9


Somente uma tribo israelita podia revelar o cargo de ministros de Deus no Velho Testamento: “A Tribo de Levi”. Por outro lado, somente uma família no seio da Tribo de Levi podia ceder os sacerdotes para os serviços de Deus no Tabernáculo e, futuramente, no Templo em Israel: “A Família de Aarão”.


Focalizemos os Levitas no Velho Testamento,
como referência especial de prestação de serviços a Deus
em qualquer tempo e lugar


Obs: Os “servos específicos do Senhor” precisam possuir uma chamada prévia, uma primeira chamada antes de receber a segunda chamada. A primeira chamada aponta para o Céu; a segunda, para serviços na terra. “Quando AARÃO E SEUS FILHOS foram chamados, Israel já era povo de Deus” – Aleluia! Antes de ser obreiro do Senhor, o crente precisa ser comprado, resgatado, lavado e redimido no sangue do Cordeiro de Deus. A segunda chamada é de importância inaudível. Porém, a primeira chamada é e sempre será mais gloriosa. Mt 7:21-23.

Os LEVITAS eram servos específicos do Senhor para os serviços do tabernáculo e, mais tarde, do templo de Deus em Jerusalém. De acordo com a Palavra de Deus, conforme falamos acima, cabia aos descendentes de Levi, ocuparem-se com o culto e o transporte dos objetos sagrados da casa de Deus, o tabernáculo. AARÃO foi escolhido e chamado para ocupar o posto sacerdotal maior. Sumo-sacerdote. Seus filhos, foram chamados para as funções de sacerdotes simples. Prestemos atenção: Antes de chamar os sacerdotes, Deus chamou o Sumo-sacerdote. Entendes isto, obreiro!? – Antes de chamar os diáconos, os presbíteros, os evangelistas, os cooperadores, os dirigentes de departamentos, Deus escolhe e chama o pastor!! Primeiro, o pastor.
A palavra sacerdote, no hebraico, é: KOHEN . No plural, o hebraico para sacerdote é KOHANIM.
PRESTEMOS ATENÇÃO:
Os KOHANIM não eram ministros espirituais superiores para dar a benção aos hebreus, porém, Deus os usava como veículos divinos, representantes do Céu na terra, para liberar bençãos divinas ao povo hebreu. A benção divina somente descia ao povo através dos KOHANIM. Não bastava ser um levita, era necessário ser um KOHEN. Era necessário, ao povo hebreu, a presença do KOHEN no seio da comunidade de Deus. Sem a presença do KOHEN, a benção excluía-se do povo. A história jamais mudou. Sem a presença de legítimos ungidos de Deus numa Igreja local, de nada adiantará ungir doentes, enfermos, proclamar vitórias, profetizar...
O sumo-sacerdote, lider dos KOHANIM , era o KOHEN HAGADOL. Estas duas palavras hebraicas significam: “Sumo-sacerdote”. Somente através da oração intercessória e dos sacrifícios do KOHEN HAGADOL, e não dos KOHANIM é que Deus perdoava toda a coletividade de hebreus, todo o povo. Quando a questão envolvia todo o povo de Deus em Israel, o Todo-Poderoso não conversava com os KOHANIM, e sim com o KOHEN HAGADOL. Por que centenas de milhares de Igrejas locais hoje amargam duríssimas carências de bênçãos plenas de Deus? Exatamente porque padrões irreversíveis do Senhor são atropelados, desconsiderados. Todos os levitas estavam submissos à casa de Aarão. Por outro lado, todos os sacerdotes, filhos de Aarão, mantinham-se submissos a Aarão. Quando Coréh, um levita da família de Coate, insatisfeito, liderou uma multidão contra os ministérios dos igualmente levitas Moisés e Aarão , Deus, o Senhor da unção, agiu rápido e de forma trágica, quando, no dia seguinte após a rebelião, revelou de forma violenta a Coréh quão desastroso é tentar ultrapassar limites espirituais por Ele traçados. Nm 16:1-50. Jd 11.


As Quatro Divisões da Tribo de Levi
e os Serviços do Senhor
No Velho Testamento


A palavra hebraica MAAMADOT significa “CLASSES”. Tratava-se dos levitas que não eram sacerdotes, mas que acompanhavam os serviços do templo.
OBS.: Os MAAMADOT de hoje, nas igrejas locais, são os cooperadores e os dirigentes de grupos na localidade. Precisam entender que não são eles os sacerdotes autorizados no templo local, mas devem acompanhar e ajudar com temor todos os trabalhos exercidos pelos sacerdotes, isto é, os obreiros locais.
No Velho Testamento, na velha aliança, os obreiros identificam-se nos levitas, os quais constituíam-se nos encarregados de todos os serviços inerentes ao Tabernáculo e, sobretudo, a parte religiosa, espiritual.
Os Levitas Sub-dividiam-se em 4 (quatro) Grupos Especiais:
Três Filhos de Levi e 1 Filho de Anrão e Joquebede

Nm 3
Os Gersonitas  Gerson
Esses levitas cuidavam do Tabernáculo, da Tenda, da coberta, das cortinas, do altar, etc. Nm 3:25-26.

Os Coatitas  Coate
Era a classe dos levitas responsável pela arca, pela mesa, pelo candelabro, pelos altares, utensílios do santuário, etc. Nm 3:31.

Os Meraritas  Merari
Os meraritas compunham a classe dos levitas responsável pelas tábuas do Tabernáculo, das colunas, das bases, etc. Nm 3:33-37

Os Araonitas  Aarão  “os sacerdotes”


Os Dois Grandes Chamamentos

Existem DUAS únicas chamadas bíblicas.
1. Os obreiros da chamada Geral.
2. Os obreiros da chamada Específica.

A Chamada Geral


Os obreiros [trabalhadores, serviçais] da Chamada Geral, são todos os filhos de Deus, indistintamente. TODOS são servos do Senhor. O ide de Jesus é para todos esses servos. TODOS são chamados para ser testemunhas de Jesus. Nessa chamada, todos são obreiros de Jesus com uma só missão: Conquistar almas para Cristo.
Nessa Chamada, fazem parte: membros da Igreja local, pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos, etc. etc. É a Chamada Geral.
A chamada geral são TODOS os servos de Deus vivendo na prática a mordomia dos talentos. Mt.25:14-15.


A Chamada Específica

A melhor palavra que traduz o vocábulo ESPECÍFICO é a palavra ESPECIAL. O Senhor Jesus tem vidas especiais no seio da Igreja, povo especial, zeloso e de “boas obras” - Tt.2:14.
Os Elementos Divinos
Geradores de Capacidade Especial
Aos Específicos

1. Os Dons Ministeriais. Ef.4:11-12.
2. Os Dons Espirituais. 1 Co 12.


No grego, χάpισμα – chárisma é DOM. No latim, DOM é charisma. Tradução: “FORÇA DIVINA CONFERIDA A UMA PESSOA” – “dom da Graça; dom envolvendo a Graça”.
Poucos assuntos no Novo Testamento são tão importantes quanto os Dons Espirituais. O Capítulo 12 de 1 Co. descreve os Dons Espirituais e o Corpo de Cristo, a Igreja. O Capítulo 13 de 1 Co. descreve o amor [na expressão sacrificial], o único elemento que pode dar valor ao ministério dos Dons Espirituais. O Capítulo 14 de 1 Co., REGULA o ministério dos Dons Espirituais na Igreja de Jesus.




Os “Dons Espirituais”
Capítulo 12

Os Dons Espirituais, segundo o Capítulo 12 de 1 Coríntios,
são 9 (nove) e sub-dividem-se em três grupos de 3 (três).
Conheçamô-los: 1 Co.12:1-11.

Dons de Revelação

(I) Dom da Palavra da Sabedoria.
(II) Dom da Palavra do Conhecimento (a ciência).
(III) Dom de Discernimento de espíritos (ESPÍRITOS com letra minúscula e no plural).

Dons de Poder

(I) Dons [plural] de curar.
(II) Dom de Operação de milagres.
(III) Dom de Fé (Fé sobrenatural).

Dons de Inspiração Verbal
ou Dons de Elocução Verbal

(I) Dom de Variedade (diversidade) de Línguas (Línguas estranhas).
(II) Dom de Interpretação DAS línguas
(as línguas estranhas proferidas na profecia, basicamente)
(III) Dom de Profecia

Os Dons Espirituais à Luz da Palavra de Deus


Primeiro Grupo: Os Dons de Revelação. A revelação, na teologia cristã, expressa a auto-revelação significativa de Deus ao homem. A língua grega possui diversos termos e expressões relevantes a este processo. Απoκαλύπτω – apokalýpto, uma palavra composta formada de kalýpto ( esconder, ocultar) e apo (de), levar consigo a idéia de “desvendar” alguma coisa anteriormente oculta – dilo (ou vilo), derivado de dilos (ou vilos), “claro”, “manifesto”, chama mais atenção ao alvo, i.e, que, como resultado, alguma coisa fica sendo conhecida e manifesta. Prestemos atenção nos termos gregos abaixo:
• δηλόω: viló ou diló – revelar, tornar claro, notificar, dar informações.
• δῆλος: vílos ou dílos – claro, manifesto, evidente.
• επιϕανής: epifanís – poderoso, esplêndido, terrível.
• επιϕάνεια: epifania – aparecimento, revelação.
• επιϕαινω: epifeno – mostrar, aparecer.
• ϕανεpόω: faneró – revelar, tornar conhecido, mostrar, manifestar.
• ϕανέpωσις: fanérosis – revelação, manifestação, descoberta.
• ϕαντάζω: fandázo – tornar visível.

O Dom da Palavra da Sabedoria. No grego, SOPHIA é sabedoria; SOPHOS é sábio; SOPHIZÕ é tornar sábio, instruir, ensinar. Mas, o que é o Dom da Palavra da Sabedoria? Este Dom Espiritual é liberado ao servo de Deus para que a Igreja do Senhor na localidade seja habilitada, capacitada para dirigir todos os serviços inerentes à sua vida. Exemplos: administração não somente da obra em si, mas também dos serviços de evangelização, reuniões de membros, vigílias noturnas, eventos festivos, cultos semanais, solução de problemas.. PRESTEMOS ATENÇÃO: Salomão, rei de Israel, pediu a Deus que lhe concedesse sabedoria prática, não para governar-se a si mesmo, mas para administrar o povo do Senhor. Em todo Oriente Antigo, a primeira qualidade exigida de um rei era a prática de justiça imparcial. Era preciso ser justo. Quanto a Israel, confiramos Salmo 72:1-2. Pv.16:12. 25:5. 29:14. Is.9:6. Salomão pediu a sabedoria (1 Rs.3:9), e Deus lha concedeu (1 Rs.3:11-12). Consequentemente, a história dos versículos 16-28 do mesmo capítulo mostra a justiça associada à sabedoria divina em ação. Sugiro a leitura de 1 Reis 3:16-28; 4:29-34. Sem a presença do Dom da Palavra da Sabedoria divina em ação no meio do povo de Deus, certamente a Igreja do Senhor na localidade ficará à mercê da sabedoria humana, carnal. Um prejuízo incalculável, inominável.

O Dom da Palavra do Conhecimento: Observemos alguns termos gregos inerentes à palavra conhecimento.
• γινώσκω – ginósko: saber, vir a saber, entender, compreender, perceber, reconhecer.
• γνῷσις – gnõsis: conhecimento.
• επιγινώσκω – epiginósko: saber, entender, reconhecer.
• επίγνωσις – epignosis: conhecimento, reconhecimento. - No latim, CONHECER é cognoscere e significa: (1) estar certo, convencido (2) ter indícios certos de fatos e coisas (3) distinguir - CIÊNCIA INFUSA, no latim é SCIENTIA INFUSOS e significa “conhecimento vindo de Deus precedido de uma inspiração”. O Dom da Palavra do Conhecimento é Deus comunicando um fato projetado na Sua mente à falível e limitada mente humana. Conheçamos, através dos seguintes textos bíblicos a manifestação do Dom da Palavra do Conhecimento. 1 Sm.9:15-20. 10:22. 2 Rs.5:20-26. 6:8. 1 Rs. 14:6. Jo.1:48. 4:18. Lc.19:5. Mt.16:23. At.5:3-4. 27:23-25.

O Dom de Discernimento dos espíritos. DE (preposição) + OS (artigo definido) Prestemos atenção: A preposição “de”+o artigo “os” =”dos” - indicam os três espíritos que podem atuar dentro de um templo evangélico: (1) O espírito humano (2) O espírito satânico e (3) O Espírito Santo de Deus que, não somente pode atuar dentro dos templos evangélicos, mas sim deve atuar na vida da Igreja de Jesus. O substantivo grego διάκpισις – diákrisis ou viákrisis (viákrisis é o termo gr correto - kiní) – se emprega no sentido de distinguir ou diferenciação entre os espíritos (1 Co. 12:10), e entre o bem e o mal (heb. 5:14). No latim, DISCERNIR é discernere e significa: “estabelecer diferença, separar, distinguir, ver ao longe, divisar, enxergar, dividir, separar”. O Dom Espiritual de Discernimento de espíritos tem por finalidade revelar a verdadeira fonte das manifestações espirituais em quaisquer lugares. No que tange à Igreja de Jesus na localidade, certamente qualquer que seja a fonte de manifestação espiritual dentro da casa de Deus será 100% desvendada, conhecida. O servo do Senhor, a Igreja santa, de posse desse magnífico Dom espiritual vê e esquadrinha a fonte espiritual. Afinal, os espíritos são três:
(i) O Espírito Santo de Deus.
(ii) O espírito satânico.
(iii) O espírito humano.

ANOTEMOS, POIS: Quando a Igreja de Jesus na localidade carece da presença do Dom espiritual de discernimento dos espíritos, fatalmente, o Diabo, seus demônios e o homem carnal e profano farão na localidade o que bem entenderem fazer dentro dos domínios do Dom de Profecia, principalmente. UM CÁOS. Leiamos At 8:19-21. 5:1-11. A brecha por onde entram vitoriosos o espírito humano e o espírito satânico na casa de Deus na localidade chama-se: Ausência do Dom Espiritual de Discernimento de Espíritos.

Segundo Grupo: Os Dons de Poder. Citemos alguns termos gregos para a palavra PODER.
• Δύναμις – dýnamis ou výnamis [a palavra tem som de dinamite]. Dynamis, significa poder, potência, força, fortaleza, habilidade, capacidade, ato de poder, recursos.
• Δύναμαι – dýname ou výname: ser suficientemente forte.
• Δυνάστης – dynástis ou vynástis: governante, soberano.
• Δυναμόω – dynamó ou vynamó: fortalecer.
• Δυνατός – dynatós ou vynatós: poderoso, forte, potente, capaz.
• Δυνατέω – dynatéo ou vynatéo: ser forte, capaz, suficientemente forte.
• Διναμιτής – dinamitís ou vinamitís = dinamite.

Os Dons Espirituais de Curar. Prestemos atenção que a palavra DOM encontra-se revelada no plural. Por quê? Exatamente devido à variedade de manifestações divinas para eliminar doenças e enfermidades. Têm a finalidade de conduzir o servo de Deus (com ousadia extrema) a matar quaisquer tipos de vírus geradores de doenças, em nome do Senhor e Salvador Jesus Cristo. Não importa o tipo de doente, diante da Igreja local munida desses magníficos Dons Espirituais de Poder, a pessoa é conduzida aos domínios da cura divina e, sobretudo, da saúde. A cura, entretanto, poderá se manifestar em quatro aspectos: PRIMEIRA: Cura instantânea. Atos 3:1-9. 9:34-35. Mt.8:1-3. Mc.10:46-52. Etc. SEGUNDA: Cura progressiva. Mc.8:22-26. TERCEIRA: Atos aparentemente absurdos: Mc. 8:22-26. 7:31-35. QUARTA: Ação do próprio doente. Mc.3:1-5. Mc.7:31-35.

O Dom de Operação de Milagres. O Dom de operação de Milagres tem a finalidade de manifestar o grande e tremendo poder de Deus para realizar aquilo que, aos olhos humanos jamais terá solução. Atos 9:36-40. 19:11-12. 20:9-10, etc. etc. Numa época de tantas doenças e enfermidades incuráveis, cabe à Igreja de Jesus vencer esses males no nome do Senhor e, consequentemente, conduzir multidões a Cristo através desses profundos sinais manifestos através do Dom de Operação de Milagres. Infelizmente, as localidades não estão sabendo nem mesmo como curar vidas enfermadas por simples males tais como ENCEFALIA (dor de cabeça), dor de barriga, estômago, etc. Promulgamos sete dias, sete semanas, novenas, etc. para isso e para aquilo e, NADA.
ABSOLUTAMENTE, NADA. A Igreja de Jesus precisa dos Dons Espirituais para viver na terra e provocar glórias eternas a Jesus.


CONHEÇAMOS ALGUNS TERMOS GREGOS
APLICADOS À PALAVRA “MILAGRE”


• Θαυμάζω – thafmázo: ficar atônito, maravilhar-se, ficar surpreso.
• Θαυμα – thavma: objeto de admiração, prodígio, maravilha, milagre.
• Θαυμάσιος – thavmásios: maravilhoso, notável.
• Θαυμαστός – thafmastós: prodigioso, maravilhoso, admirável.
• Εκϑαυμάζω – ekthafmázo: ficar grandemente admirado.
• Θαμβέω – thamvéo: ficar atônito, admirado.
• Εκϑαμβέω – ekthamvéo: ficar assombrado, alarmado.
• Εκϑαμβος – ekthamvos: totalmente atônito.
• Θάμβος – thámvos: assombro, medo.
• Σημειον – simion: sinal, maravilha, milagre.
• Τέpας – téras: sinal milagroso, prodígio, portento, maravilha.

O Dom Espiritual de Fé. Existem três tipos de Fé.
A Fé Natural (crença). Crença, do latim credentia (1) Fé religiosa. (2) Aquilo em que se crê, que é objeto de crença. (3) Convicção íntima. A fé natural é encontrada em qualquer tipo de pessoa, seja esse alguém bom ou ruim.
A Fé Salvadora. A Fé salvadora é encontrada no versículo 3 de Judas e é identificada pelo nome: “A Fé que uma vez foi dada aos santos”. Portanto, uma graça divina liberada aos santos em Cristo. Os vários termos gregos empregados para a palavra fé, são:
• Пειθω – pitho: convencer, persuadir.
• Пειθομαι – pithome: obedecer, crer.
• Пέποιθ – pépith: ser convícto, confiar.
• Пεποιθησις – pepithísis: fé, confiança.
• Пειθός – pithós: persuasivo.
• Пειθαpχέω – pitharchéo: obedecer.
• Пεισμονή - pismoní: persuasão.

A Fé Sobrenatural. A Fé sobrenatural é o Dom Espiritual de Fé. A Fé sobrenatural, como Dom Espiritual, dentre suas inúmeras atuações, tem o poder de sustentar com gozo, confiança, paciência, mansidão, coragem e alegria os servos de Deus e a Igreja do Senhor quando por ocasião das grandes perseguições. Como explicar o gozo de Estevão e Paulo diante da iminente execução? Atos 6:8 a 7:60. 2 Tim.4:6-8. O Dom Espiritual de Fé também atua sustentando a Igreja do Senhor na obra de intercessão e exige altíssimo nível de ousadia dos servos de Deus. Lembremo-nos de Abraão. Gen. 22:1-17. Recomendamos a leitura de Atos 4:13-20. Heb.11:32-37.

Terceiro Grupo: Os Dons de Inspiração ou Elocução Verbal. O terceiro grupo dos Dons Espirituais, ao contrário dos dois anteriores, manifesta-se apenas através dos lábios dos servos de Deus.

O Dom de Variedade de Línguas. Diversidade de línguas estranhas. Prestemos atenção: No batísmo com o Espírito Santo o crente pronuncia línguas estranhas como SINAL do batísmo. Atos 2:4. 10:46. No entanto, ao receber o Dom de Variedade de Línguas, o crente falará uma diversidade de línguas estranhas. O Dom de Variedade de Línguas NADA tem a ver com a cultura dos idiomas de nações. Trata-se da manifestação da mente de Deus por intermédio de todos os sistemas de fala do ser humano. As línguas estranhas podem se manifestar de duas maneiras: PRIMEIRA: As línguas não interpretáveis (LÍNGUAS DEVOCIONAIS) – Trata-se das línguas estranhas como sinal do batísmo com o Espírito Santo. Línguas estranhas no ato do batísmo com o Espírito Santo NÃO CARACTERIZAM-SE COMO DOM ESPIRITUAL, e sim trata-se de um sinal. Todo cristão evangélico precisa entender que, ao ser batizado com o Espírito Santo, Deus tem propósitos específicos e maiores que visam unicamente a Igreja na localidade. Se um crente é batizado com o Espírito Santo e não trabalha para receber o Dom Espiritual de Diversidade de Línguas, está fracassando diante do propósito de Deus para Sua Igreja na localidade. O sinal do batísmo com o Espírito Santo é bom, mas o Dom Espiritual de Diversidade de Línguas é infinitamente melhor. O sinal é a porta aberta para que entremos nos domínios dos Dons Espirituais. SEGUNDA: As línguas interpretáveis (linguas congregacionais) – Línguas estranhas como sinal do Batísmo com o Espírito Santo não são interpretáveis. O Dom Espiritual de Diversidade de Línguas, sim. Um Dom Espiritual interpreta outro Dom Espiritual. O Dom Espiritual de Diversidade de Línguas difere das línguas estranhas do batísmo com o Espírito Santo nos seguintes aspectos: (1) PROPÓSITO: a) Do batísmo: Conduzir o servo de Deus a uma grande dimensão de vida em relação a Jesus. b) Do Dom de Línguas: Edificar TODA a Igreja de Jesus na localidade. (2) OPERAÇÃO: a) Do batísmo: Inspirar o crente a louvar e a glorificar o nome do Senhor Jesus Cristo. b) Do Dom de Línguas: O Dom de Línguas visa confirmar a palavra bíblica ensinada na Igreja do Senhor. Por isto justifica-se 1 Cor.14:27-28. Por quê? Ora, porque não seria proveitoso para a Igreja muitos falarem línguas em voz audível ao mesmo tempo. 14:28, diz: “Não havendo intérprete fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus”. TODAVIA, o versículo 39 recomenda-nos: “...e não proibais o falar em outras línguas”. Versículo 20 “não sejais meninos no juízo”. Versículo 40 “...decência e órdem”. Versículo 32 “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”. Quando o profeta perde o controle do seu comportamento, é porque trata-se de um profeta falso na localidade da Igreja de Jesus. O Dom de Variedade de Línguas Estranhas jamais será totalmente proveitoso à Igreja na localidade, caso um outro Dom Espiritual também de inspiração verbal [citarei a seguir] inexista nessa mesma localidade.

O Dom Espiritual de Interpretação das Línguas. O Dom de Diversidade de Línguas somente será proveitoso e útil à Igreja de Jesus caso haja a seu lado O Dom Espiritual de Interpretação de Línguas (faladas no Dom de Variedade de Línguas). Em caso de ausência do Dom de Interpretação das Línguas, o Dom de Diversidade de Línguas jamais será proveitoso e útil à vida da Igreja de Jesus na localidade. O Dom de Interpretação de Línguas, inclusive, administra até mesmo as línguas estranhas faladas como consequência do Batísmo com o Espírito Santo. Por quê? Porque esse Dom tem a faculdade de conhecer somente as línguas de origens celestiais e nada mais que isto. Se a língua falada for de caráter humano ou satânico, certamente será identificada como tal pelo Dom Espiritual de Discernimento de Espíritos e, consequentemente, não obterá a atenção e o respeito especial do Dom de Interpretação das Línguas. PERGUNTO: É possível a Igreja na localidade possuir vida plena sem a presença dos Dons Espirituais?? Poderemos até ser uma belíssima escola de religião, onde todos cantam, estudam bíblias, pregam, oram, jejuam, etc. Igreja de Jesus, PODEROSA, POTENTE, DESTEMÍVEL, IMBATÍVEL, VENCEDORA DIANTE DAS PORTAS INFERNAIS, NÃO! Ainda não. Dentro dos padrões bíblicos, somente com a presença dos magníficos Dons Espirituais. Algumas advertências que devem ser levadas em consideração: Ez.22:28. 13:9-16. 13:17; 23. Mq. 3:5-6. Jr.23:15-22; 25-26 e 32.

O Dom Espiritual de Profecia. Lemos em Jeremias 23:28 “O profeta que tem um sonho, conte o sonho; e aquele em quem está a minha palavra, fale a minha palavra, com verdade. Que tem a palha com o trigo? – diz o Senhor”. A palavra profecia, no latim, é PROPHETIA; no grego, é PROFITIA. Em ambos idiomas, significa: “predição do futuro feita por um profeta”. Existe o profeta procedente do Ministério de Profeta, uma doação de Jesus (Ef.4:12) e o profeta que procede do Dom Espiritual de Profecia, uma doação do Espírito Santo (1 Co 12:10). Então, entendamos: Não existe dom espiritual de profeta, e sim Dom Espiritual de Profecia. O Dom Espiritual de Profecia tem por finalidade comunicar a mensagem de Deus à Igreja na localidade ou ao membro da mesma, isoladamente. O Dom Espiritual de Profecia jamais destinar-se-á à orientação de assuntos pessoais, particulares. Exemplos: casamento, namoro, eventos de aniversário, etc. NÃO! A finalidade única do Dom Espiritual de Profecia encontra-se em 1 Co 14:3. (1) Exortar (2) Consolar (3) Edificar. Entretanto, o Dom Espiritual de Profecia é tremendamente melindroso, principalmente porque praticamente todos os crentes desejam possuí-lo. Então, as possibilidades de fraudes na área deste Dom Espiritual são enormes. Não somente Satanás, mas o próprio homem desprovido da Graça do temor de Deus aproveitam quaisquer tipos de brechas que surgirem para fraudá-lo. Duas fontes estranhas costumam fraudá-lo com grande frequência, quando O Dom Espiritual de Discernimento dos espíritos encontra-se ausente na localidade:
(i) O espírito humano. Jr.23:16-17. 31-32; 16-17.
(ii) O espírito satânico. Jr.23:13-14.
Nota Final: O Dom Espiritual de Profecia não é superior às Escrituras Sagradas. Ou seja, esse Dom espiritual não tem por finalidade trazer uma mensagem nova à Igreja de Jesus na localidade. O Dom Espiritual de Profecia visa relembrar à Igreja do Senhor ou aos servos de Cristo o que já está registrado na Bíblia Sagrada: exortando, consolando ou edificando. “...o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” 1 Co 14:3. Infelizmente o crente mau-caráter usa o magnífico Dom Espiritual de Profecia para trazer coisas e fatos novos a crentes que, desprovidos do Dom Espiritual de Discernimento dos espíritos, certamente engolirão todas as mazelas carnais e até mesmo satânicas travestidas de profecia. De nada adiantará à Igreja de Cristo o Dom Espiritual de Profecia, sem a presença do Dom Espiritual de Discernimento dos espíritos. Que valor teria o Dom Espiritual de Diversidade de Línguas, não havendo o Dom Espiritual de Interpretação de Línguas no seio da Igreja de Cristo??? O Espírito Santo ministra o Dom Espiritual de Profecia com a finalidade de elucidar fatos, verdades bíblicas que são particularmente importantes em diversos momentos da Igreja de Jesus ou do servo do Senhor. O Dom Espiritual de Profecia elucida problemas que pastor algum jamais conseguirá elucidar: pecado escondido, engano religioso, mentira, conspirações dentro de templos locais, etc. “Segui a caridade [amor agapí – nível sacrificial], e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” 1 Co.14:1.

Os Dons Ministeriais
Segundo Efésios 4:11

Os Dons Ministeriais básicos e específicos da Igreja de Jesus Cristo
são, exatamente, 5 [cinco]. Citemô-los:

1) Apóstolos. Aποστόλους – Apostólus
2) Profetas. Πрοϕήτας – Profítas
3) Evangelistas. Εύαγγελιστάς – Evangelistás
4) Pastores. Ποιμένας – Piménas
5) Mestres. Διδασκάλους – Vivaskálus


Obs.: Não confundamos jamais Dons Ministeriais com Dons Espirituais. Os Dons Ministeriais são doações de Jesus Cristo, dádivas do Filho. Os Dons Espirituais são doações do Espírito Santo, dádivas do Amigo do Filho [Gn.24]. Jesus libera o ministério aos servos Seus; o Espírito Santo, em seguida, habilita-os com os Dons Espirituais inerentes ao ministério recebido de Cristo. OUTROSSIM, o Dom Ministerial de Profeta não é a mesma coisa que Dom Espiritual de Profecia. O Dom Ministerial de Profeta é cabível unicamente a pregador específico, especial nos domínios da Palavra de Deus. Vale observar que, em I Coríntios 12.28, no capítulo que discorre sobre os “dons espirituais” encontramos a menção dos Dons Ministeriais acima referidos, com exceção apenas de EVANGELISTAS, mas, se destaque, tais dons não são sobrenaturais como os dons do Espírito Santo, são Dons Ministeriais, que alcançam servos e servas do Senhor, verdadeiramente chamados para a Sua obra e, para realizar as tarefas que o Senhor deseja que sejam realizadas.
A Palavra de Deus nos confere uma prova muito clara, do cuidado, da atenção, da provisão e, do carinho do Senhor para com todos aqueles que Ele chama para a sua obra.
Do Antigo ao Novo testamento, o Senhor tem corroborado esta assertiva através das vidas dos seus servos, como por exemplo, Abraão, Samuel, Isaias, Moisés, Arão, Pedro, Paulo, etc. (Gênesis 12; I Samuel 3; Êxodo 3; Atos 9; Isaias 6; Hebreus 5; Hebreus 11, etc.) se nota claramente que todos os servos e servas que são chamados para a obra, o Senhor os chama direta e pessoalmente. O vocacionado para o exercício do Dom Ministerial é respaldado por Deus e, isto se evidencia de maneira inquestionável, pois, até no sustento, quem é chamado por Deus não pode claudicar em nenhum momento, porque o Senhor quando chama, Ele provê.
Atualmente, de forma lamentável, encontramos salas teológicas, Seminários e Faculdades, repletos de pessoas na maioria acreditando que ensinamentos teológicos técnicos são o bastante para realizar excelente ou, no mínimo, um bom ministério. Aí é que reside um grande engano, pois, se não fizerem por onde receber o Dom Ministerial de Jesus, o chamado do Senhor [e isso requer uma longa caminhada de joelhos dobrados e profunda santificação da própria vida], não subsistirão por muito tempo enganando o Povo de Deus. É por este motivo que hoje deparámo-nos com inúmeros ministérios estragados que, no início, manifestaram-se tão alvissareiros, todavia, com o passar dos anos [inevitavelmente o ano da derrota virá] se perderam na caminhada, porque lhes faltou a graça [que só pode ser adquirida nos domínios de intensa consagração de vida, e consagração de vida requer abandono do pecado, das vaidades, das loucuras carnais, etc. É preciso ser referência do Céu na terra, e isso seminário algum jamais poderá dar a alguém – as salas de estudos teológicos e de escolas bíblicas dominicais manifestam-se como recursos legais e genuinamente respaldados pelo próprio Senhor, porém, vida com Deus exige passos a mais e esses passos só podem ser procedidos quando rejeitamos os ditames da carne, do sistema mundano montado na terra e do Diabo], a unção e a chamada do Senhor da Obra. Não adianta apenas ouvir um “psiu”! A diretriz para a atuação daqueles que exercem ministérios precisa vir do alto, diretamente da Sala do Trono de Deus.
Já lestes Mateus 3:3-17!!!!????
Primeiro, Jesus Cristo foi batizado nas águas [novo nascimento]; em seguida, o Céu abriu-se sobre Jesus – O Céu precisa estar aberto sobre a vida do servo. Depois, O Espírito Purificador [em forma de uma pomba] manifestou-se sobre Sua vida [é preciso possuir vida limpa, purificada]. Afinal, ele precisará ter acesso diuturno à Sala do Trono de Deus. Após o Céu abrir-se e o Espírito Santo manifestar-Se sobre Cristo, ouviu-se a voz do Grande Deus [é preciso ouvir Deus mesmo falar, ou seja, é necessário que possuamos uma experiência espiritual prática com a voz do Senhor]; finalmente, o Espírito Santo O conduziu ao deserto para ser tentado pelo Diabo e seus espíritos. Esse é o servo que Deus escolhe, chama, nomeia e envia. Ele é nascido de novo, possui uma vida purificada pelo Espírito, tem o Céu aberto sobre si e conhece a voz audível de Deus. Então, não basta ouvir apenas um PSIU! E achar que tudo tornou-se possível. NÃO!
Ef 4.11 "E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores."
O DOADOR. Este versículo revela os Dons Ministeriais (i.e., líderes espirituais dotados de dons ministeriais) que Cristo deu à igreja. Paulo declara que Ele deu esses dons:
(1) para preparar o povo de Deus ao trabalho cristão (4.12) e (2) para o crescimento e desenvolvimento espirituais do Corpo de Cristo, segundo o plano de Deus (4.13-16); APÓSTOLOS. O título "apóstolo" se aplica a uma classe de líderes cristãos no Novo Testamento. O verbo grego apostélo significa “enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia”. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8,9; 1Ts 2.6,7).
(1) O termo "apóstolo" era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (ver At 14.4,14; Rm 16.7; cf. 2Co 8.23; Fp 2.25). Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito (ver At 11.23-25; 13.2-5,46-52; 14.1-7,21-23).
(2) Apóstolos, no sentido geral, continuam sendo essenciais para o propósito de Deus na igreja. Se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do Evangelho de Jesus em todo o mundo ficará estagnada. Por outro lado, enquanto a igreja produzir e enviar tais pessoas, cumprirá a sua tarefa missionária e permanecerá fiel à grande comissão do Senhor (Mt 28.18-20).
(3) O termo "apóstolo" também é usado no NT em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja (e.g., os doze discípulos e Paulo). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição. Os apóstolos originais do Novo Testamento não têm sucessores (ver 1Co 15:8 nota).

Profetas. Os profetas eram homens que liberavam a revelação da Palavra de Deus sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da Igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem especial e revelada da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
(1) O ministério profético do Antigo Testamento ajuda-nos a compreender o do Novo Testamento. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da Antiga Aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal (At 3.22,23; 13.1,2).
(2) A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Era dever do profeta no Novo Testamento, assim como para o do Antigo Testamento, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da natureza de sua mensagem de justiça, o profeta pode ser amado de poucos e rejeitado por muitos nas igrejas locais, em tempos de erros.
(3) O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela pureza da Igreja (Jo 17.15-17; 1Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniqüidade (Rm 12.9; Hb 1.9); (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1Co 15.3,4; 2Tm 3.16; 1Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do Reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31). (4) Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a Igreja local. A localidade evangélica que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Palavra de Deus (1Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja na localidade já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito Santo de Deus. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a Igreja do Senhor com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Cristo, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).

Evangelistas. No Novo Testamento, evangelistas eram homens de Cristo, capacitados e comissionados pelo Senhor Jesus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).
(1) Filipe, o "evangelista" (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT. (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12). (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 8.14-17).
(2) O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja local que deixar de apoiar e promover o ministério de evangelista cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. Tornar-se-á uma igreja estática, sem crescimento e indiferente à obra missionária. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).

Pastores. Pastores são servos que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados "presbíteros" (At 20.17; Tt 1.5) e "bispos" ou supervisores (1Tm 3.1; Tt 1.7).
(1) A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1Ts 5.12; 1Tm 3.1-5), ser o exemplo maior de pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os membros do corpo permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1Pe 5.2). Sua tarefa é assim descrita em At 20.28-31: “salvaguardar a verdade apostólica e o rebanho de Deus contra as falsas doutrinas e os falsos mestres que surgem dentro dos templos da Igreja”. Pastores são ministros que cuidam do rebanho, tendo como modelo Jesus, o Bom Pastor (Jo 10.11-16; 1Pe 2.25; 5.2-4).
(2) Segundo o NT, uma igreja local era dirigida por um grupo de pastores (At 20.28; Fp 1.1). Eram servos de Jesus escolhidos segundo a sabedoria do Espírito Santo concedida à igreja enquanto eram examinadas as qualificações espirituais do candidato. O pastor, na Igreja Primitiva, não era o resultado de um momento de sufoco vivido pela Igreja, NÃO! Era o resultado de uma escolha especial do Espírito de Deus.
(3) O pastor é essencial ao propósito de Deus para sua igreja. A igreja local que deixar de ouvir a voz de Jesus no que tange ao ministério de pastor, selecionando pastores piedosos e fiéis não será pastoreada segundo a mente do Espírito (ver 1Tm 3.1-7). Será uma igreja vulnerável às forças destrutivas de Satanás e do mundo (ver At 20.28-31). Haverá distorção da Palavra de Deus, e os padrões do evangelho serão abandonados (2Tm 1.13-14). Membros da igreja e seus familiares não serão doutrinados conforme o propósito de Deus (1Tm 4.6,14-16; 6.20-21). Muitos se desviarão da verdade e se voltarão às fábulas (2Tm 4.4). Se, por outro lado, se os pastores forem piedosos, os crentes serão nutridos com as palavras da fé e da sã doutrina, e também disciplinados segundo o propósito da piedade (1Tm 4.6,7). Jesus Cristo doa o Dom Ministerial, entretanto, a Igreja precisa possuir visão e audição espirituais para conhecer os escolhidos de Cristo.

Pastor – Do latim PASTORE.
Antes de abordarmos as propriedades da palavra pastor, conheçamos a terminologia grega que atende o vocábulo pastor.
1. Pimín = pastor – TERMO gr equivalente ao hebraico rã‘âh. Sl 23:1
2. Pimeno = pastorear, cuidar – TERMO gr equivalente ao hebraico rã‘âh.
3. Archipímin = sumo pastor, pastor principal.


No hebraico, pastor, quando na forma nõqêd – Significa:
1) Criador de ovelhas.
2) Negociante de ovelhas.
3) Pastor de ovelhas [Js.9:5. 1 Rs.14:3].

Designação do hebraico nõqêd.
“Aquele que alimenta, guarda e vigia as ovelhas”.
Doutores ou Mestres. Os mestres são aqueles que recebem de Jesus o Dom especial da Palavra para esclarecer, expor e proclamar a revelação do Senhor,
a fim de edificar o corpo de Cristo (4.12).


(1) A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o Evangelho que lhes foi confiado (2Tm 1.11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a Igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos.
(2) O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o Corpo de Cristo a um compromisso inarredável com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente "mandamento") é a "caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida" (1Tm 1.5). Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, isto é, a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera.
(3) Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja local que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres consagrados em teologia bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos. A igreja onde mestres vivem calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e idéias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas da mesma, quando deveria ser a verdade bíblica. Por outro lado, a igreja que acata os mestres piedosos e aprovados terá seus ensinos, trabalhos e práticas regidos pelos princípios originais e fundamentais do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Princípios e práticas falsos serão desmascarados, e a pureza da mensagem original de Cristo será conhecida de seus membros. A inspirada Palavra de Deus deve ser o teste de todo ensino, idéia e prática da igreja. Assim sendo, a igreja verá que a Palavra de Deus, quando revelada, é a suprema autoridade, e, por isso, está acima de tudo e de todos.


Dados Finais Pertinentes aos Dons Ministeriais


1. O APÓSTOLO cria o ambiente para que a obra de Deus flua, se manifeste.
2. O PROFETA – pregando a Palavra de Deus revelada, mexe no coração e na consciência do povo, levando-o a crer e aceitar a Palavra do Senhor.
3. O EVANGELÍSTA convence o povo a converter-se ao Evangelho, optando por Jesus, através de sinais e maravilhas....
4. O PASTOR recebe e apascenta o povo que ouviu, creu e aceitou a Palavra do Senhor.
5. O MESTRE instrui o povo dentro da Palavra de Deus. Trata-se do servo de Cristo que, através da Palavra do Senhor, genuinamente especial e revelada, orientará e direcionará o povo à eternidade futura com O Todo-Poderoso.


No Velho Testamento,
o pastor de ovelhas devia estar sempre munido de QUATRO elementos básicos,
os quais eram empregados na vida das ovelhas

1. Óleo

• Para proteger os pés das ovelhas na travessia de lugares pedregosos. O pastor untava a sola dos pés das ovelhas. Consequentemente, nesses lugares de difícil acesso, as ovelhas ficavam isentas de sofrimentos nas solas das patas e ainda deixavam as marcas de seus pés nas rochas.... As ovelhas do pastor de rebanho cuidadoso e responsável precisam deixar marcas de óleo em tempos difíceis, pedregosos.
• Para proteger e sarar feridas nas laterais da boca das ovelhas.
• Para proteger a pele das ovelhas tosquiadas. O calor do deserto costuma rachar a pele das ovelhas em diversas partes de seu corpo físico. O pastor, consequentemente, no Velho Testamento, espargia bastante óleo no corpo físico do rebanho - quando o crente é doutrinado com o óleo da unção do pastor, dificilmente o Diabo conseguirá rachar sua vida espiritual.
• Para untar a parte interna das narinas das ovelhas, evitando ressecamento. O ressecamento nas narinas da ovelha, por exemplo, tornava-a insensível ao cheiro dos alimentos e isso gerava sérios problemas para o pastor.
• O pastor usava óleo dentro dos ouvidos das ovelhas. Motivo: retirar carrapatos e outros insetos. Uma vez inflamando os ouvidos das ovelhas, dificultava-lhe ouvir a voz do apascentador.
• Para proteger e untar a parte superior dos olhos.

A unção procedente do Dom Ministerial de Pastor, tem por finalidade amparar os atos do pastor como apascentador. Consequentemente, o óleo do Espírito Santo facilitará as coisas e os fatos para o rebanho. Há feridas tão profundas que não podem ser tratadas com outro elemento que não seja ÓLEO ESPIRITUAL. São diversos os problemas que o deserto espiritual provoca na vida do rebanho do Senhor, sob a vigilância do pastor.

2. A Vara

A vara nas mãos do pastor servia unicamente para disciplinar as ovelhas rebeldes. A vara revela a disciplina que Deus, O Pai Eterno, aplica em seus filhos.
3.O Cajado

O cajado é um dos melhores símbolos da Palavra de Deus. Assim como o pastor de ovelhas no V.Testamento usava o cajado para enfrentar serpentes, lobos, acertar e direcionar suas ovelhas, Deus mesmo orienta-nos através de Sua Palavra.
4. O Cutêlo
Uma lâmina para sangrar ovelhas fujonas reincidentes - [exclusão].
NOTAS IMPORTANTES
• O pastor de ovelhas usava quebrar e, posteriormente, enfaixar uma das pernas das ovelhas fujonas.
• O pastor de ovelhas no V.T. sacrificava [MATAVA] a ovelha reincidente em fugas. O triste fato dava-se diante de todo o rebanho, o que acabava mexendo nos instintos das ovelhas e gerando temor no curral, aprisco.

Palavras de Davi
“O Senhor é o meu Pastor”.

Características básicas do pastor procedente do Dom Ministerial doado pelo Senhor Jesus: paciência, mansidão, amor, longanimidade, humildade, simplicidade, conhecimentos gerais e profundo das Escrituras Sagradas, a Palavra de Deus.
Jesus, disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração . Mt.11.



Dons Espirituais Básicos do Ministério de Pastor
1 Co 12


A Palavra da sabedoria – vv 8

A palavra da ciência.
Versículo 8. Versículo 9. O Dom de Fé absoluta em Deus. Versículo 10. O Dom de Discernimento de espíritos.



“O Melhor Modelo de Obreiro”
Contemplado na Pessoa de Jesus
Cinco Passos Fundamentais
Mt 3:13-17 e 4:1.

1) Primeiro: as águas batismais, simbologia de novo nascimento.
2) Segundo: “o Céu aberto sobre o obreiro” – o Céu abriu-se sobre Jesus. O obreiro que Deus usa precisa e deve ter o Céu aberto sobre sua pessoa e vida em todos os sentidos.
3) Terceiro: a manifestação do Espírito Santo como POMBA, que aponta para a vida purificada do homem de Deus.
4) Quarto: é preciso ao obreiro ouvir Deus falar audivelmente, garantindo sua filiação. Somente o próprio Deus pode confirmar a filiação do obreiro.
5) Quinto: “O obreiro precisa e deve possuir uma experiência espiritual prática com Deus no deserto”.
DESERTO é lugar de consagração sofrida. Uma consagração que atrai todos os poderes infernais, mas, sobretudo, experimentamos a experiência da presença da provisão divina através de Seus anjos.
Oséias 2:14.


O Obreiro Específico


A Chamada Específica, geralmente pode confundir crentes naturais, desligados, carnais.
*Salomão, certo de resolver um problema de feições complexas, arrancou gritos de espanto ao mandar um de seus soldados arremessar-se sobre uma criança, cortando-a ao meio. 1 Rs.3:16:ss.
*Jesus, usando os dedos, aplicou barro procedente de Sua própria saliva nos olhos de um homem cego em Jerusalém. Jo.9:6.
*Em Atos 19:12, lenços e aventais usados por Paulo, não somente curavam os enfermos, mas também libertavam endemoninhados.


No Capítulo 4:34-35 de 2 Reis
ELISEU intercede pela ressurreição de uma criança.
Seus métodos em busca da ressurreição do menino
ferem todos os princípios da religião humana....
têem feições de atos do curandeirismo....


1. DEITOU-SE sobre o menino.
2. COLOCOU A BOCA sobre a boca do menino.
3. COLOCOU OS OLHOS sobre os olhos do menino.
4. COLOCOU SUAS MÃOS sobre as mãos do menino.
5. DESCEU de sobre o menino e, de um lado para o outro, dentro do quarto, andava em súplicas a Adonay.
6. DEITOU-SE UMA SEGUNDA VEZ sobre a criança, e, finalmente, o Senhor a ressuscitou. Consequentemente, a entregou à sua mãe.


As Duas Maiores Chamadas
da Nova Aliança

1> Jesus Cristo.
2> O Apóstolo Paulo.

Sugestões Capazes de Ajudar na Preparação do Obreiro

Diligência 2 Pd 1:5. O servo de Deus precisa ser zeloso no estudo e na aplicação da Palavra de Deus (2 Tm 2:15).
Paciência e Perseverança - Hebreus 12:1. Do mesmo modo que uma criança cresce aos poucos fisicamente, os filhos de Deus passam por um processo de crescimento. A disciplina é essencial para manter um ritmo de desenvolvimento espiritual. É importante ter tempo, diariamente se possível, para ler, estudar e orar.
Fixar o olhar em alvos Celestiais - Cl 3:1-3. Para progredir espiritualmente, temos de nos livrar das influências carnais que podem prender e desnortear os pensamentos e o coração do servo (Tiago 1:21-25). O CASO DAVI-BATE-SEBA – 2 Sm 11.
Seriedade (Tiago 3:1; Ezequiel 3:16-27). Um obreiro negligente diante de sua incumbência poderá conduzir vidas à morte espiritual eterna.
Alicerçar-se dentro do Evangelho de Jesus (Efésios 6:15). O Evangelho é a base da Palavra de Deus dentro da Nova Aliança. Filosofias e palavras persuasivas de sabedoria humana não levam a nada (1 Coríntios 2:1-5).
Uma vida de intensa oração (1 Tessalonicenses 5:17). Jesus Cristo é o maior exemplo de uma vida de intensa oração. A oração fazia parte integral do trabalho dos apóstolos (Atos 6:4). Obreiro que não ora muito tem dia e hora marcados para morrer.
Resistência diante de Satanás e “fuga acelerada, apressada” ao ser abordado pelos desejos carnais: Tg 4:7 (diante do Diabo: Resistência) – 2 Tm 2:22 (diante dos desejos: fuga).
Epílogo


Que o Todo-Poderoso Deus aprouve nos conduzir às dimensões de uma vida digna como obreiros do Senhor, e que jamais sejamos envergonhados naquilo que fazemos para o Eterno. Amém!!!

Adelson R. Buenos

www.teologiamakarios.blogspot.com
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