29/07/2009

O Mais Longo Dia da História



Hb.12:2. “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz...” Jo 19:25a. “E junto à cruz estava sua mãe”.

Introdução
Por mais que procuremos mantermo-nos protegidos contra dias intrusos, difíceis, complicados, eles, infelizmente, algum dia, sempre manifestar-se-ão de forma intrusa e indesejada. No universo dos dias complicados e difíceis de serem encarados, há, inclusive, dias extremamente longos. Dias que gostaríamos de vê-los encerrados imediatamente. No entanto, eles se arrastam vagarosamente por dentro de 24 horas. Neles, o apetite torna-se inibido...o sono foge... os amigos desaparecem...
Cada pessoa possui (ou possuirá) um dia longo na sua trajetória de vida. No entanto, acreditem, por mais dramático e longo que seja um dia dentro de nossa história de vida, em hipótese alguma esse ainda não pode ser computado como o mais longo dia da história...

Os Anais da História da Humanidade
Registram uma Diversidade de Dias Longos

O dia em que Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden. AMBOS foram as pessoas mais felizes sobre a face da terra. Conviviam com Deus. Andavam com Deus. Dialogavam com Ele. Conheciam a Glória de Deus face-a-face. Gozavam de um prestígio inédito dentro do ambiente Criador-criatura. Eram felizes. Conheciam a verdadeira paz... o verdadeiro amor... ENTRETANTO, após cederem diante do pecado inserido por Satanás nos domínios do Éden, conheceram face-a-face, pela primeira vez na história do Éden, a figura de um Deus Todo-Poderoso irado que os expulsou do majestoso Jardim do Éden. Imaginemos aquele dia no calendário de Adão e Eva. Expulsos, rejeitados, sem Deus, o Amigo Fiel... Certamente, um dia longo na história do casal....MAS, esse dia longo na trajetória terrestre de Adão e Eva ainda não é, segundo a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, O MAIS LONGO DIA DA HISTÓRIA.... NÃO!!!!!!!!

Abraão. O patriarca Abraão, após o nascimento de Isaque, demonstrava, diuturnamente aos olhos de sua esposa, Sara, e aos pastores de sua fazenda, que passara a ter olhos e sentimentos unicamente para o filho querido, amado. Parecia até, aos olhos de todos, que Abraão passara a dar mais atenção a Isaque que a Deus, ao qual ele tinha o hábito de invocar todos os dias e noites. Abraão não esquecera o Todo-Poderoso, jamais!!!! Mas, aos olhos de quem com ele convivia, parecia que, após o nascimento de Isaque, Abraão passara a ter olhos unicamente para o filho. Isaque tornara-se o companheiro fiel de Abraão nas pequenas viagens, na edificação de tendas, na abertura de poços em busca de água, na edificação de altares, etc. etc.
NUMA NOITE FECHADA, o Todo-Poderoso Deus de Abraão o convocou à uma das montanhas de Moriá, ocasião em que ele teria a oportunidade única de demonstrar abertamente o seu infindo amor pelo Deus Todo-Poderoso.... Prestemos atenção na leitura de Gn 22:1-12.
1. E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Obs. No hebraico, no lugar da palavra provar aparece o termo nissâh' (que manifesta etimologia parecida com o hebraico tsaraph – “refinar através do fogo”, “ato que atesta ou garante um sentimento”, “aperfeiçoar a autenticidade de alguma coisa”).
2. E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.
3. Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.
4. Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe.
5. E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.
6. E tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos.
7. Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
8. E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.
9. E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pós em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.
10. E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho.
11. Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
12. Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.
NOTA: Que dias, heinn!!!! Foram três intermináveis dias de viagem!!
O terceiro dia, então, com certeza, o dia em que Abraão expôs o filhinho Isaque como holocausto sobre a lenha do altar, foi dramático... doloroso... inimaginável... Que dia longo!!!!!
Nenhum outro pai, nas páginas do Velho Testamento, ficou exposto a tão extensa tortura mental e sentimental. Um fato sem precedentes no Velho Testamento. Um negócio inédito.
ENTRETANTO, creiamos, aquele dia, por mais amargo e cruel que tenha sido dentro da cabeça e do coração de Abraão, ainda não foi o mais longo dia da história!!!

O Mais Longo Dia da História
“O Dia em que mataram o Senhor Jesus”

Jesus Cristo foi preso numa noite de Quinta-feira
e morto numa tarde de Sexta-feira, à hora Nona em Jerusalém. Isto é, às 3 horas da tarde, após permanecer 6 horas pregado numa cruz exposta no alto do Monte Gólgota, um elevado de 15 metros de altura situado num lugar desabitado nas proximidades de Jerusalém.

Tarde de Quinta-feira: Ambiente de tristeza na Ceia do Senhor na tarde de Quinta-feira – Judas Iscariotes manifesta como traidor do salvador: É nesse ambiente de tristeza que começa a grande tortura emocional na vida do Salvador.
A agonia no Getsêmani: Uma seqüência de abalos psicológicos atinge o Senhor Jesus. Amigos infiéis que acompanhavam-No, dormem indiferentes às necessidades do Mestre e Amigo. Suor em gotas de sangue fluem em grandes quantidades dos poros na pele do corpo físico de Jesus. A oração de Cristo toma formas de dramaticidade. A manifestação de Judas Iscariotes e algozes para prender Jesus dão fim à oração no9 Getsêmani... O Salvador sai amarrado do Getsêmani...

Jesus é conduzido à residência de Anás para a Primeira audiência.
Jesus é conduzido à residência de Caifás para a Segunda audiência.
Jesus é conduzido a Pilatos para a Terceira audiência.
Jesus é conduzido a Herodes para a Quarta audiência.
Jesus é reconduzido a Pilatos para a Quinta audiência.
Pilatos determina que Jesus seja açoitado em praça pública de Jerusalém (os romanos usaram o chicote flagrum).
Na metade da Primeira Hora (entre 6 hs e 9 hs da manhã) em Jerusalém, Jesus Cristo é conduzido ao Gólgota (UMA COROA DE ESPINHOS E UMA CRUZ TOMAM POSSE DO SALVADOR).
O Processo de Crucificação
De 09 hs às 12 hs (Jesus sofre nas mãos dos homens) – Três classes de pessoas vão ao Calvário: A) Os religiosos de Judá: Judaistas. B) Os gentios, representados pelos romanos C) Membros isolados da sociedade civil..

De 12 hs às 15 hs Salmo 22.
OBS: Após três horas de sofrimento com os homens, outras três horas manifestaram-se conduzindo Jesus a sofrimentos indescritíveis diante de Satanás e todos seus espíritos, os quais foram ao Gólgota no afã de, finalmente, macular a vida do Salvador. Termos usados por Jesus para descrever Seus inimigos nas três horas de escuridão em torno da cruz: Touros de Basã (grandes autoridades no Reino de Satanás – espíritos com patentes de príncipes e potestades) e cães (demônios operários de Satanás)...

Hora Nona no Gólgota (três horas da tarde) – Jesus, ainda esvaindo-Se em sangue, ofegante, tendo o diafragma arriado sobre Seu abdômen, o que O impedia de respirar, reúne Suas debilitadas resistências para entregar o espírito ao Pai Eterno, o Criador da vida.
Primeiro, o Salvador, brada: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Depois, finalmente, vem o brado final: “Tudo está consumado”.

DE IMEDIATO:
Deus estendeu a mão contra a temível e intransponível cortina do Templo em Jerusalém (o grande véu), rasgando-a de alto a baixo (DE CIMA PARA BAIXO: Isto é: do Céu à terra O Todo-Poderoso Deus abriu um grande caminho para que o pecador arrependido tenha acesso às moradas eternas).
A terra tremeu (um assustador terremoto sacudiu Jerusalém). O Gólgota tremeu – romanos e judeus tremeram – a cruz, obviamente, também tremeu: Jesus, Não!!!!
O Centurião Romano, um gentio, um dos algozes de Jesus, assustado, boquiaberto (ao pé da cruz, exclamou: “verdadeiramente este era o Filho de Deus”).

A Glorificação em Patmos
anos mais tarde, diante do Apóstolo João
Ap 1:10-16

10 Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, 11 Que dizia: Eu sou o Alfa e o Omega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Asia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia. 12 E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; 13 E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. 14 E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; 15 E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. 16 E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.
 Um ser semelhante ao Filho do Homem (A Glória do Senhor diferenciava o Filho de Deus do ex-nazareno filho de Maria).
 O ser semelhante ao filho do Homem no meio de sete castiçais de ouro (O Filho de Deus glorificado no centro da Igreja).
 O homem semelhante ao Filho do Homem usava uma veste comprida até aos pés (simbolizando toda a santidade do Filho de Deus).
 O homem semelhante ao Filho do Homem usava um cinturão de ouro na altura do peito (identificando-O como o mais poderoso Sumo-sacerdote do Altíssimo).
 A cabeça e os cabelos do homem semelhante ao Filho do Homem eram de uma brancura tipo lã – tinha aspecto de neve (simbolizando Sua eterna e santa autoridade).
 Os olhos do homem semelhante ao Filho do Homem tinham aspecto de duas chamas (labaredas) de fogo (olhos poderosos e purificadores).
 Seus pés assemelhavam-se ao latão reluzente (simbolizando a resistência divina e gloriosa na Pessoa do Filho de Deus).
 Sua voz soava como a voz de muitas águas (a voz do Filho de Deus é poderosa).
 Na mão direita Ele sustentava sete estrelas (demonstrando que, pastor, para brilhar, precisa estar nas mãos do Filho de Deus).
 De Sua boca saía uma espada aguda de dois fios (denotando o poder e a imparcialidade da Palavra do Filho de Deus).
 O Seu rosto resplandecia como o sol “na sua força resplandecente” (Após a morte, a aparência do Filho de Deus mudou: tornou-se abrasante em extremo, inflamada pela glória de Deus).
 A mais importante revelação divina a João na Ilha de Patmos: “E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pós sobre mim a sua destra (a mão direita), dizendo-me: Não temas; Eu Sou o primeiro e o último”. “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”.

Epílogo: O dia da morte de Jesus foi o mais longo dia da história de Maria, de Jesus, de Deus – O Pai – e do próprio Diabo, pois, ali, sobre o Gólgota, cumpria-se de forma cabal a sentença divina de Gênesis 3:14-15
14 Então o Senhor Deus disse à serpente (Satanás): Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.
15 Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça (o sistema de governo satânico), e tu lhe ferirás o calcanhar (as atividades do Filho).
DIZEM que o fogo é forte. Mas a água apaga o fogo; então, dizem, a água é forte. Mas o vento espalha a água. Então, dizem, o vento é forte. Mas a montanha espalha o vento. Então, dizem, a montanha é forte. Mas o homem derruba a montanha. Então, dizem, o homem é forte, mas a morte derruba o homem. Então, dizem, a morte é forte, MAS JESUS VENCEU A MORTE – ELE RESSUSCITOU!!!!!!! Amém!

Pr Joel Machado

Adelson R. Buenos
www.teologiamakarios.blogspot.com
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