18/09/2009

SERVINDO A DEUS NO DESERTO


SERVINDO A DEUS

NO DESERTO

Texto Bíblico: Êxodo 7.16; 5.1b/c

“...deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto... para me celebrar uma festa no deserto...”

INTRODUÇÃO

Você poderia estar se perguntando neste momento, como poderíamos celebrar uma festa no deserto? Uma vez que o deserto em sua origem natural é um lugar ermo e vazio, de sol escaldante com ventos quentes e temperatura alta; à noite essa temperatura cai e apresentam-se os predadores: os chacais, as bestas-feras, as serpentes... Mas foi exatamente nesse cenário, o deserto que antecedia o Mar Vermelho que EL-SHADDAY – O Deus Todo Poderoso, escolheu, HISTORICAMENTE, os hebreus; ESPIRITUALMENTE, os Seus escolhidos de todo o mundo, como lugar de prestação de serviços e glorificações ao Seu Santo nome! Aleluia!

“... eis que o clamor dos filhos de Israel

chegou a mim...”

<Êxodo 3.9 p a>

O verbo hebraico clamar, é tsã‘aq.

Etimologicamente, tsã‘aq significa: “gritar”, “bradar”, “falar aos gritos ou brados”, “rogar em altos brados”.

Clamar, portanto, é mais que orar. É muito mais que simplesmente pedir. As orações finais do povo hebreu no Egito, portanto, eram verdadeiros “rogos em altos brados”.

O livro de Êxodo, narra a história da saída do povo hebreu do Egito. Subjugados a um cativeiro de quatrocentos e trinta anos. Morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel clamaram a Deus e o seu clamor foi ouvido. Agora Deus determina a saída desse povo das terras egípcias para uma terra de leite e mel. Porém uma grande resistência se levantaria para tentar impedir a saída deste povo dos domínios egípcios: FARAÓ.

Tens tu clamado no Egito?

A que Faraó tu teme para que te empeça de deixar o Egito?

“...Moisés! Moisés!

E ele disse: Eis-me aqui.”

<Êxodo 3.4 p c>

Operando Deus na sua onisciência, conhecendo o povo que seria resgatado e o rei Faraó que tentaria impedí-los, Deus provê um libertador chamado Moisés.

Moisés, do hebraico Moshê. Significa: “tirado das águas”.

Água é um rico símbolo da Palavra de Deus.

O Libertador, o líder, precisa ser revelado pela Palavra de Deus. Precisa ser lavado na Palavra. Precisa possuir uma vida “tirada da Palavra de Deus”.

Moshê seria porta-voz de Deus ao povo e a Faraó . O povo seria guiado à terra prometida jurada a Abraão, a Isaque e a Jacó. Porém, esta chamada resultou em um confronto público entre Moisés e Faraó, trazendo assim a ira de Deus sobre o Egito representada pelas 10 pragas. A cada praga uma mensagem: “ Deixai ir o meu povo para que me sirva.”

Então, chamou Faraó a Moisés

e a Arão e disse:

Ide e sacrificai ao vosso Deus

nesta terra.

<Êxodo 8.25>

Esta foi a proposta de Faraó a Moisés: “oferecer sacrifício a Deus no Egito”. Porém, Moisés refutou: “...Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao Senhor, nosso Deus, a abominação dos egípcios...”

O sacrifício não poderia ser oferecido em domínios egípcios. Mas, o que Faraó não sabia: É QUE ALI COMEÇARIA A FESTA DO POVO DE DEUS. A FESTA DA PÁSCOA!

NOTA: A Festa da Páscoa foi instituída no Capítulo 12 de Êxodo, para libertação do povo hebreu em cativeiro egípcio.

Estaríamos nós querendo oferecer a Deus sacrifício no Egito?

Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus, COMO ELE NOS DIRÁ. < Êxodo 8.27 >. É Deus quem determina em nossa vida o caminho, o local e o tipo de sacrifício.

Dt 12.13-14 : Guarda-te que não ofereças os teus holocaustos em todo lugar que vires; mas no lugar que o Senhor escolher...

O lugar que o Senhor escolheu foi: O DESERTO!

“... deixa ir o meu povo,

para que me sirva no deserto...”

No hebraico, deserto é midbar. Etimologia: “desabitado , despovoado” – “lugar ermo e pouco freqüentado”.

No grego do Novo Testamento, encontramos duas palavras especiais para indicar o “deserto”.

Ερημία : Etimologia: “solidão, lugar despovoado”. Mt 15:33. Mc 8:4. 2 Co 11:26. Hb 11:38.

Ερημος : Etimologia: “devastado, desolado, abandonado” – Mt 24:26. João 6:31.

Ao deixar o Egito, o povo hebreu caminhou pelo “primeiro deserto” . Um trajeto difícil face as condições naturais desse território, a princípio os hebreus teriam que seguir subindo, andavam sobre pedras abauladas que lhes doíam os pés, levavam consigo pertences pessoais e animais. Sem contar que na retaguarda vinha Faraó com uma única finalidade: recapturá-los. Aos olhos humanos este não seria o momento de “servir” a Deus. Porém disse Deus:

O verbo hebraico servir, procede da palavra shãrat. Etimologicamente, significa: “ministrar”, “ministrar como servo”, “servir ministrando”.

MINISTRO é “Aquele que executa os planos ou propósitos de outrem”.

“... deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto...”

E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios;

e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios ....

<Êxodo 3.21 >

Graça, do hebraico chanan. . Etimologicamente, indica: “A imerecida bondade ou amor de Deus aos que perderam o direito a ela e, por natureza, estão sob a sentença de condenação”.

Os hebreus não saíram do Egito com mãos vazias, levaram consigo vasos de prata, e vasos de ouro e vestes. Porém a maior riqueza levada por eles foram as experiências com Deus. O homem que vê as maravilhas e sinais de Deus na sua libertação serve a Deus no deserto. Os hebreus já não estavam mais vazios, tinham acabado de experimentar a libertação não por mãos humanas, mas por mãos poderosas! Já tinham condições de oferecer a Deus: FÉ E CONFIANÇA.

EPÍLOGO

“...poderá Deus, porventura,

preparar-nos uma mesa no deserto?”

Sl 78:19

Digo-vos que sim!

Deus sempre provê para os seus escolhidos mesas, banquetes, casas, carros, roupas, alimentos, água. Proveu a maior necessidade da raça humana: A SALVAÇÃO doada aos homens, ao entregar Seu único Filho à morte bárbara por amor de nós. JESUS! Como gratidão devemos primeiro servi-LO nos desertos espirituais da vida!



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