06/10/2010

Mil Cairão

Em 1831, um jovem pregador metodista do circuito de Virgínia
havia tristemente desistido de seu trabalho, mais uma vez arruinado
pela péssima saúde.
Ele poderia ter sido desculpado por atirar as mãos em desespero,
porquanto todos os passos de sua vida haviam sido seguidos
pela frustração e aparente derrota. Natural do Maine, havia
começado a pregar na Conferência da Nova Inglaterra. Mas, depois
de três anos, estava batido pela tuberculose. Foi forçado a
procurar um clima mais favorável na Virgínia. Ele era responsável,
durante certo tempo, por um jornal da igreja, em Baltimore – duplo
fracasso, tanto de sua saúde como do jornal.
Casou-se e, em menos de dois anos, sua esposa faleceu de
parto. E agora, este fracasso final, ser forçado a desistir do seu
trabalho como pregador.
Esta foi a trágica história do jovem Melville Cox. Mas ele não
levantou as mãos em desespero para o céu. Ele tinha melhores
trabalhos para elas. Há quatro coisas que um cristão pode fazer
com suas mãos. Pode torcê-las em fútil piedade de si mesmo e
lamentações. Pode cruzá-las com preguiçosa passividade. Pode
erguê-las em oração. Pode empregá-las em uma tarefa no Reino
de Deus. Cox escolheu as duas últimas alternativas. Ao pedido
para um voluntário, que seria o primeiro missionário estrangeiro
da Igreja Metodista, ele se ofereceu. O lugar era a nova República
de Negros da Libéria, um dos piores climas do mundo, mesmo
para um homem de perfeita saúde! Depois de muita hesitação, foi
aceito e navegou em seguida para a África, onde chegou em
1833, aos 33 anos de idade. Quatro meses depois estava morto.
Passou na África um tempo menor que o da duração da viagem
para lá!
Ficamos surpresos hoje que uma Sociedade Missionária
mandasse para além-mar um homem com uma saúde tão precária.
Na verdade, alguns se opuseram, e um disse que Cox deveria
levar consigo um caixão de defunto! O trabalho das Missões não
pode ser levado a efeito desta maneira. Seria loucura. Mas, no
caso de Melville Cox, era loucura da Cruz.
Ele se ergueu como um farol para a Igreja, refletindo o espírito
de sacrifício de Cristo. Deixou um grande legado para a Igreja
em sua senha, apresentada antes de partir para a África: “Mil cairão
antes de desistir-se da África”. Isso e a inspiração de seu próprio
espírito corajoso, sem dúvida, fizeram mais para a causa da
evangelização do mundo que sessenta anos de bem sucedido
trabalho missionário poderiam ter feito. Sir Walter Scott escreveu:
Oh! Onde estava Roderick, então?
Um assopro da sua buzina de chifre
Valia por mil homens”.
A vida e morte de Cox foram um “assopro de buzina”, e nos
seguintes mais de 120 anos continuou a ser, de modo que muito
mais de mil responderam.

Do Livro "Linha de Esplendor Sem Fim"
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