26/10/2010

Teologia do Obreiro


Devido ao grande número de acessos a esta postagem, decidi publicá-la novamente, para a Glória do Senhor!


Introdução 


Teologia do Obreiro trata-se de um compêndio de informações morais e, sobretudo, espirituais, pertinentes à vida prática do obreiro do Senhor Jesus, um servo do Salvador, segundo as Escrituras Sagradas, diferenciado, face à sua profunda responsabilidade nos domínios do aprisco do Senhor, na terra. 



Não trata-se, portanto, de uma regra básica para disciplinar obreiros de Cristo. Absolutamente, não! Também não identifica-se como um amontoado de doutrinas escritas a esmo ou invalidadas por uma Igreja local moderna, incapaz de ajustar-se ao que de mais sagrado a Bíblia determina para os reais filhos de Deus, envergonhados e sofridos diante da invasão do indiferentismo espiritual, moral, religioso, etc. Leiamos e estudemos, pois, Teologia do Obreiro . 



O Vocábulo Obreiro 



2 Tm 2:15 



O vocábulo obreiro, procede dos principais idiomas que circundam a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus na Nova Aliança. Por exemplo: 



No latim, o termo “obreiro” é operariu e significa: operário, trabalhador. 



No grego, idioma oficial da Bíblia Sagrada no Novo Testamento, o termo “obreiro”, é: εργατην - ergatin [ou ergatís], significa: 



· “operário de campo”: Um trabalhador braçal numa lavoura. 



· “ceifeiro”: Uma pessoa que ceifa, isto é, usa a foice numa colheita. 



· “trabalhador”: Aquele que trabalha como operário, um batalhador. 



Outras riquezas etimológicas 



de ergatin 



“Aquele que trabalha” – “aquele que obra ”. O termo obrar procede do grego ενεрγέω - energéo. Significa: “ser ativo, operativo numa obra”. 


Obra, no grego, é εργον - ergon. Significa: “Efeito do trabalho ou da ação” – “Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim” – “Atividade coordenada, de caráter físico e, ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento” – “Tarefa para ser cumprida; serviço” – “Obrigação, responsabilidade”. 

Do ponto de vista simples, 

o “obreiro” 

é um servo de Deus 

O termo “servo”, 

do grego δουλοϚ - vulos, é: 

“um escravo doméstico” 

Outras etimologias: “viver em escravidão” – “sujeição sem a idéia de escravidão humana” – “aquele que se dá à vontade de outrem” “escravizar, trazer em escravidão”. 

Aprendamos: 

“...o cristão é um ex-escravo 

resgatado por Jesus”: 2 Pd 2:1. 

O grego do Novo Testamento usa os seguintes termos para identificar a palavra “resgatar”: 

εξαγοράζω = eksagorázo à Significa: “redenção”. 

Etimologia: “comprar para fora”. 

Nota: Jesus comprou-nos para conduzir-nos à liberdade fora dos domínios satânicos e mundanos. Ele trouxe-nos para fora. 

A palavra grega para a Igreja de Jesus, inclusive, é: 

εκκλησία = eklisía – 

Etimologicamente, significa: “ajuntamento de povo”, “congregação”, “Uma assembléia de chamados para fora”. O servo é um crente fiel que saiu dos domínios da escravatura do pecado para a Igreja de Cristo. 

λυτρόω = lytró É outra palavra grega do Novo Testamento para a expressão: “redenção”. 

Etimologia: “libertar pagando o preço de resgate”. 

Nota: O pagamento do resgate dos servos foi efetuado pelo Filho ao Pai , e não a Satanás. 

Um terceiro termo grego para redenção, é: απολὑτρωσιϚ = apolýtrosis. 

Etimologia: “libertação por resgate”. 

Nota: A libertação dos servos que estão na Igreja deu-se mediante um grande resgate moral e espiritual. Pelo poder do sangue de Jesus, servos do pecado foram resgatados dos domínios do Diabo, através do Espírito Santo, na instrumentabilidade da Igreja. 

O crente foi resgatado de um mercado de escravos espirituais. 

A carta de alforria do cristão foi assinada pelo Senhor Jesus. 

Carta de Alforria 

(επιστολή χειραφέτησης) é: 

· Liberdade concedida ao escravo. 

· Libertação de qualquer jugo ou domínio. 

1º Os servos de Jesus são escravos domésticos. Jó 15:14-15. Ef 2:19 

2º Escravos domésticos vivem dentro da residência de seu senhorio. 

3º O Senhorio do crente é divino. 

4º A Residência do Senhorio é a Igreja de Jesus. 

PEDRO, antes de Pentecostes, era “servo prático” do Senhor Jesus. Unicamente, prático. Um crente sempre disposto, motivado, atento a tudo e a todos. Porém, Pedro não era espiritual. Mesmo tendo o Filho de Deus sempre por perto, dormindo no mesmo local do Salvador, alimentando-se na mesma casa, sentando-se à mesma mesa com o Salvador, Pedro, jamais, durante todo o período de vida física de Jesus na terra, deu mostras de um homem espiritual. Nunca! Após Pentecostes, aleluia, Pedro manifestou-se como “servo espiritual prático” do Senhor Jesus. A Igreja em Atos dos Apóstolos, comunidade cristã de Pedro, ensina que, Pentecostes, carimba, autentica a experiência dos servos de Deus, manifestando-os como servos práticos e espirituais. Pentecostes é sinônimo de Batismo com o Espírito Santo e suas conseqüências. 

No Velho Testamento, os principais termos hebraicos que identificam o “obreiro”, é:

mal’ãk (anjo) = mensageiro, representante. 

Os “levitas, servos do Senhor no Templo de Zorobabel” atendiam pelo hb nethiyniym (servidores do templo). 

Esd 8:17 
Enviei-os a Ido, chefe em Casifia, e lhes dei expressamente as palavras que deveriam dizer a Ido e aos servidores do templo, seus irmãos, em Casifia, para nos trazerem ministros para a casa do nosso Deus 
Hb transliterado: vâ'otsi'âh [vâ]['atsavveh] 'othâm `al-'iddo hâro'sh bekhâsiphyâ'hammâqom vâ'âsiymâh bephiyhem debhâriym ledhabbêr 'el-'iddo'âchiyv hannethuniym [ha][nethiyniym] bekhâsiphyâ' hammâqomlehâbhiy'-lânu meshârethiym lebhêyth 'elohêynu 

A Unção 

“Uma Privacidade Divina” 

1 Cr.16:22 

A unção era um ato de Deus: 1 Sm.10:1. 

A unção manifestava-se como privacidade íntima e santa de Deus, o Todo-Poderoso de Israel, e nunca, jamais do ungido. Face à grande intensidade santa e espiritual da unção, Deus mesmo protegia o ungido: 

Davi, mesmo conhecendo a desequilíbrio moral e espiritual de Saul, respeitava e temia o poder da unção divina sobre o rei de Israel: 1 Sm.24:6 e 10. 26:9. 

Após o azeite da santa unção ser fartamente derramado sobre a cabeça do escolhido de Deus, untando não somente os cabelos da cabeça, mas descendo até aos pés do ungido, DEUS MESMO DELEGAVA-LHE PODERES ESPECIAIS DIVINOS PARA AGIR EM NOME DO CÉU. Esse homem tornava-se intocável, ou seja, somente Deus podia tocar-lhe. 1 Sm.26:9 e 16. 2 Sm.1:14. 19:21. Salmo 105:15. Etc. 

Texto bíblico: Levítico 10:7ab. “Nem saireis da porta da tenda da congregação, PARA que não morrais; PORQUE ESTÁ SOBRE VÓS O AZEITE DA UNÇÃO DO SENHOR”. 

A UNÇÃO .
























































































































































































































































































































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