23/01/2014

Grandes Tempestades Do Capítulo 1 de Jonas




Jonas 1:4ab.

“Tempestade”Do hebraico SeaRah
Do grego καταιγίδα
·       Agitação impetuosa e violenta do ar acompanhada de trovões e chuva.
·       Grande e violenta perturbação capaz de agitar o espírito.
·       Perturbação descontrolada.



As Três Grandes TempestadesDo Capítulo 1de Jonas



A Tempestade no Mar
Jonas 1:4ab.

A primeira tempestade deu-se no mar, após o embarque de Jonas no Porto de Jope, águas do Mar Mediterrâneo [Mar Grande] “...o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma grande tempestade...” [1:4]. Primeiro o Senhor acionou o vento. Depois, a natureza marítima, isto é, as águas do mar. Ventos e mares sempre estiveram à disposição do Criador. A palavra “tempestade”, no latim, é  “tempestate”. Suas designações básicas, são:
1.     Agitação violenta da atmosfera, às vezes acompanhada de chuva, vento, granizo ou trovões, procela, temporal.
2.     Grande estrondo.
3.     Grande perturbação; agitação, desordem.


                                             A Tempestade no Navio
 1:4c-5

·       “...fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava para quebrar-se” [1:4 – parte final]. Em busca de Jonas, unicamente por amor ao profeta [O SENHOR PODERIA OPTAR POR UM SEGUNDO MENSAGEIRO], o Todo-Poderoso destruiu o caminho que poderia trazer-lhe completo êxito natural na distante Tarsis. Primeiro o Senhor gerou uma crise na natureza marítima [VENTOS FORTES EM ALTA VELOCIDADE], fora da embarcação. Depois, dentro do habitat temporário de Jonas. A história jamais mudará. Primeiro o Senhor chama o adversário [A TEMPESTADE]. Depois, o mesmo Deus determina a esse adversário que discipline o filho desobediente sem precisar matá-lo [CRISES QUE COSTUMAM TERMINAR COM O FILHO DE DEUS DETIDO NO VENTRE DE UM GRANDE PEIXE].



A Tempestade no Profeta
1:6-2:10.

·       Uma é A TEMPESTADE no mar. Outra é A TEMPESTADE no navio. E outra ainda maior e mais distinta é A TEMPESTADE no escolhido de Deus.
·       Primeiro, vimos Deus indo ao mar [tornando-o revolto e bravio]. Depois, o Todo-Poderoso balança o navio [gerando pânico generalizado], habitat de Jonas. Finalmente, na terceira etapa de tempestades, perceberemos o Senhor indo a Jonas. Quando Deus chegou a Jonas, havia medo e pânico por todos os lados. Lá fora, o barulho ensurdecedor das ondas do mar que batiam fortemente no navio. Dentro da embarcação, fortes jatos d’água lançados do mar causando destruição e pânico.   A palavra “PÂNICO”, no grego, é “panikón”. Significa “terror que vem de Pã”. Designações básicas da palavra pânico:
Relativo ao deus Pã [DIVINDADE GREGO-LATINA adorada.  Símbolo mitológico da natureza].
Que suscita medo por vezes infundado e foge a um controle racional.
Medo que os antigos diziam ser causado pelo deus Pã.
Pavor repentino que provoca uma reação desordenada, individual ou coletiva, de propagação rápida.
·       Os quatro estados do profeta nos momentos de crise no navio:
·       deitado1:5e.
·       dormindo profundamente - na tempestade. 1:5f.
·       dormente1:6a. “DORMENTE”, do latim “dormentia”.  Significa:
Entorpecido, insensível, que está em  torpor, enfraquecido, mole.
Estagnado, parado.
Indiferente.
·       insensibilidade espiritual1:12.

·       INSENSIBILIDADE: No momento de pânico gerado pela tempestade no mar e na embarcação [o navio], Jonas conseguia dormir de forma profunda e nem percebeu as palavras pejorativas e de desdém dos ímpios pagãos, no afã de acordá-lo.“ACORDA, DORMINHOCO”. A insensibilidade espiritual possui a faculdade própria  de excluir quaisquer tipos de sentimentos ou percepções que precisam e devem manter-se sempre vinculados à vida dos filhos de Deus. Um crente responsável e sensível precisa de sentimentos, vontades, razões, etc. etc. saudáveis inteiramente ligados à sua vida diária em qualquer lugar, dia, mês, ano ou momento. Um crente extremamente sensível é capaz   de   ouvir   ruído   até mesmo no Céu [1 Rs.18:41. Is.6:8].   

·       “levanta e invoca o teu Deus; talvez [nem sempre pessoas em estado de desespero acreditam integralmente em crentes desligados, expostos a ratos e baratas tão comuns nos porões da vida]assim Deus se lembre de nós para que não pereçamos”. Os tripulantes conheciam a identidade judaica de Jonas, era necessário a identificação pessoal no momento de embarque. Que povo no passado  bíblico não conhecia a fama do Deus de Israel ?!!!!


·       A Decisão de Jonas na Tempestade1:12.
·       NOTA: A decisão única de Jonas caracteriza estado de insensibilidade, carência de amor próprio e visão espiritual debilitada do crente que procura deliberadamente afastar-se de Deus. No afã de satisfazer os anseios dos tripulantes do navio e certamente conhecedor do fato de que o sinístro evento denotava Deus à sua procura para acertos de conta [POR MAIS QUE UM CRENTE DESOBEDIENTE E FUJAM QUEIRA IGNORAR FATOS ESPIRITUAIS, ELE, NO MÍNIMO DESCONFIA AO VER FATOS ESPANTOSOS A RODEÁ-LO], o profeta, mesmo conhecendo o estado tempestivo e assassino das águas do mar, pediu que lançassem-no ao mar, isto é, que matassem-no. Se dentro do navio as probabilidades de vida começavam a ser nulas [HAVIA UMA REAL AMEAÇA DE NAUFRÁGIO], imagine, então dentro das águas em meio às fortes e agitadas ondas?! Uma única palavra do profeta seria suficientemente capaz de levar Deus a mudar o curso dos fatos. O Mesmo Deus que provocara o vendaval para agitar as águas do mar, certamente acalmaria os mesmos ventos e as mesmas águas agitados [Mt.8:23-26]. Infelizmente, após uma grande dormência [ESPIRITUAL], dificilmente o crente  percebe de imediato as tão conhecidas riquezas da misericórdia, da bondade e do amor de Deus. Perde a visão da individualidade divina. Vê na morte, no extermínio, etc.  soluções rápidas capazes de extinguir momentos danosos, difíceis. Pobre Jonas. Os marinheiros [tripulantes], depois de uma rápida sessão de magia [1:7], hábito comum no mundo pagão de então [LANÇAR SORTE era um sistema que incluía a prática de “jogos-de-dados”, “jogos-de-cartas”, etc. OBSERVAR NOTA ABAIXO], descobriram que Jonas era o referencial negativo dentro da embarcação. No conselho da vontade de Deus já havia conhecimento de que Jonas seria lançado às águas do mar. O fato fazia parte de um dos aspectos da vontade divina: “O ASPECTO PERMISSIVO”. O aspecto permissivo da vontade de Deus manifesta-se quando há circunstâncias. Consequentemente, a presciência do Senhor providenciou um grande peixe para tragar o profeta e conduzí-lo a Nínive. Isto é, o grande peixe representava a mão de Deus conduzindo Jonas ao destino exato de sua missão. [HAVENDO NECESSIDADE, Deus não somente muda os meios  condutores de um filho Seu, mas também disciplina-o através de estranhas embarcações].  O Senhor preparou um grande peixe para ensinar a Jonas a impossibilidade de fugir Dele [Jn.1:17. 2:1 e 11]. Entretanto, é totalmente desconhecida a identidade ou classificação biológica desse grande peixe, pois o profeta Jonas não nos oferece detalhes sabre o estupendo milagre.

·       A Postura dos Tripulantes do Navio1:5-14.
Percebe-se no versículo 7 que os tripulantes da embarcação eram de natureza estritamente pagã; dependiam de mandingas para conhecer fatos, decidir momentos [...lancemos sortes...e lançaram sortes...]. “LANÇAR SORTES” era uma das modalidades do sistema de “ADIVINHAÇÃO” no mundo das nações pagãs. Eram diversas as modalidades espíritas de adivinhação.  
·       Astromancia [a mesma coisa que astrologia – não confundir astrologia com astronomia]: astromancia era o sistema de adivinhação por meios dos astros: Is.47:13. 2 Rs.17:16. 21:3. 23:5. Dn.2:27.
·       Belomancia [mancia, do grego “manteis” = adivinhação, predição]. Belomancia é o sistema de adivinhação através de lançamento de flexas.Ez.21:21.  
·       Hepatoscopia: [no mundo científico da medicina, hepatoscopia é a visualização do fígado a olho nu, ou com auxílio de instrumento]. NO OCULTÍSMO, sistema de adivinhação que manifestava-se através da inspeção do fígado dos animais vitimados [OVELHAS]. Nos meios pagãos da antiguidade [PRINCIPALMENTE NO PAÍS DE BABILÔNIA] entendia-se que cada parte do fígado de uma ovelha sacrificada possuía um significado especial. Os babilônios, por exemplo cultivavam a idéia de que a divindade a quem oferecia-se o animal, revelasse sua vontade pela forma que “a própria divindade” dera ao fígado do animal por eles sacrificado. O fígado era conhecido como o orgão central da vida  animal sacrificial. Ez.21:21. O texto bíblico em apreço, inclusive, mostra-nos três métodos que revelavam os desejos das divindades de Nabucodonozor:

·       Flexas aguçadas: escritos registrados em flexas especiais.
·       Consulta de imagens: Ou consulta aos terafins=”imagens de escultura”.
·       Atentando nas entranhas: Este método de adivinhação é a “hepatoscopia”. O fígado das ovelhas sacrficadas, repetimos, era examinado de forma especial, ocasião em que nele esperava-se uma manifestação da vontade da divindade em adoração. 
·       Hidromancia: Sistema de adivinhação que manifestava-se através da água. HIDRO=água.MANCIA=adivinhação. Um objeto de ouro, prata ou uma pedra preciosa era lançado dentro de um copo d’água. A figura resultante do movimento da água ao ser atingida pelo objeto definia o fato desejado no processo de adivinhação.    Gn.44:5.
·       Necromancia: A necromancia era o sistema de adivinhação procedente de invocações a espíritos de pessoas falecidas. Deut.18:11. 2 Rs.21:6. 1 Sm. 28:3 e 7-9. 1 Cr.10:13.  Is.19:3. 29:4. Is. 18:19.
·       Rabdomancia: [não confundir rabdomancia comrabdologia grego “rábdos  + logia” 
= ”método ou estudo de calcular com pauzinhos” nos quais se acham gravados os números simples].   Sistema de adivinhação por meio da tradicionalíssima “varinha mágica”.Oséias 4:12.
·       Sonhos: Povos da antiguidade acreditavam que dormir ao lado de sepulturas de antepassados, levava esses antepassados a se manifestarem em sonhos profundamente revelativos. Dt.13:1-4.  
·       Sortilégio: Adivinhação por meio de “LANÇAR SORTES” Ez.21:21. Jn.1:7. Mt.27:35.

·       Apesar do estado de pânico que apoderara-se dos marinheiros e de Jonas ser descoberto por meios de adivinhação como o referencial negativo dentro do navio, eles, em princípio relutaram em lançar o profeta às águas do mar, preferindo buscar meios capazes de dominar a embarcação [NAVIO ANTIGO MOVIDO A REMOS, OS QUAIS ERAM OPERADOS POR REMADORES, DIVERSOS HOMENS – “...os homens remavam, esforçando-se para alcançar a terra” – 1:13ab.]. O próprio Jonas sabia que não haveria meios capazes de livrar a embarcação. Ele sabia que os esforços dos remadores e dos marinheiros não valeriam absolutamente nada. O profeta  desconhecia, no entanto, que além de todos aqueles ventos, barulho de ondas bravias, gritos de marinheiros em pânico, esforços além dos limites, etc. UM GRANDE PEIXE o aguardava nas bravias e gélidas águas do mar.  O QUE SIGNIFICA DIZER QUE: Quando Deus busca filhos especiais fujões,  de nada valerão esforços humanístas, ajuda de amigos, gestos de solidariedade e tantas outras coisas igualmente agradáveis, boas. 

·       Dois Grandes Problemas na Tripulação

·       Primeiro Grande Problema: A PRESENÇA DE UM PROFETA FUJÃO DENTRO DO NAVIO. Não se carrega servos de Deus em fuga da obra do Senhor [a gasolina do carro acaba de forma inexplicada, o veículo bate, atropela alguém, capota, quebra – FUJÕES NÃO PODEM SER AJUDADOS]. Projetos simples saem errados. TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO DARÁ ERRADO PARA TODOS. Condutores e fujões, TODOS SOFRERÃO DEBAIXO DA IRA DIVINA.  


·       Segundo Grande Problema: A AJUDA OFERECIDA AO PROFETA NO MOMENTO DE DESVENCILHAR-SE DELE.  Temeram lança-lo às águas bravias. Foram humanos. Procuraram outros meios de livrarem-se do pânico, desde que Jonas permanecesse dentro do navio.  Obs.: Não se ajuda  servos de Deus fujões. Crente em fuga da obra do Senhor é problema extremamente sério em qualquer ambiente, principalmente quando Deus o procura com extrema severidade como foi o caso de Jonas; todos, isto é, AJUDADORES e FUJÕES correm o risco de perecimento debaixo das potentes mãos do Senhor. A TEMPESTADE NÃO ERA DE BRINCADEIRINHA NÃO! Era uma tempestade para naufragar navio. Jogá-lo para baixo do mar. Naufragando o navio, JONAS acabaria sendo tragado pelo grande peixe [O QUE SIGNIFICA DIZER: TRAGADO PELA MISERICÓRDIA DIVINA] – E  OS TRIPULANTES DO NAVIO!!?? 

·       É quando começamos ajudar crentes desobedientes que as tempestades aumentam, assustam, amedrontam, ameaçam... Há “ajudadores” que costumam dizer: “eu só faço o bem, por que tantas batalhas, pânicos...” – O bem que se faz a crentes desobedientes é não ajudá-los em absolutamente NADA. O próprio desobediente sabe que não merece ser ajudado. Leiamos com atenção 1:12. Em favor de Jonas os remadores e tripulantes do navio foram extremamente práticos. No entanto, quanto mais esforçavam-se, mais as ondas se agitavam contra tudo e todos. Lemos oversículo 13 “...os homens remavam, esforçando-se por alcançar a  terra, mas não podiam, porquanto o mar ía embravecendo cada vez mais contra eles”. Nos originais a tradução da palavra EMBRAVECER é “encapelar-se, encrespar-se, agitar-se levantando”.

·       A Decisão dos Tripulantes do Navio1:15. Depois de lançarem Jonas ao mar os marinheiros mostraram que não era nada daquilo que desejavam fazê-lo. Foram tomados de “grande” temor de Deus. Afinal, jamais antes haviam presenciado com os próprios olhos o zelo do Senhor pelos seus servos e o que esse mesmo Deus é capaz de fazer no afã de resgatar Seus enviados. UM GRANDE TEMOR caiu sobre a embarcação. Oversículo 16 é transformado numa sala de culto a Deus celebrado por ex-idólatras: 
·       TEMERAM ao Senhor com “grande temor”.
Ofereceram  SACRIFÍCIOS ao Senhor.
Fizeram VOTOS ao Senhor.     
Um culto completo e especial: TEMOR, SACRIFÍCIOS e VOTOS  “ao Senhor”. 
Enquanto Jonas  foi fazer a viagem do terror, no ventre de um grande peixe, os marinheiros, com certeza, prosseguiram para Tarsis, numa viagem tranquila e especial. A viagem da revelação divina.UMA REVELAÇÃO com Jonas a bordo e, UMA OUTRA REVELAÇÃO sem o profeta dentro do navio. NA PRIMEIRA REVELAÇÃO: a manifestação da ira de Deus. NA SEGUNDA REVELAÇÃO: A manifestação do amor e da salvação de Deus.       


·       O Grande Peixe1:17.
Deus trabalha com o que tem à Sua disposição. Certamente esse grande peixe era oriundo daquelas águas marítimas. Se necessário for, Deus coloca cara-a-cara filhos seus com o patrão, a perda do emprego milionário, a esposa, o esposo, os filhos, os negócios, a perda de bens....É POSSÍVEL ENCONTRAR crentes desobedientes hoje no ventre do desemprego, do patrão, dos negócios outrora bons, ETC. VENTRE é um lugar escuro, pegajoso,  sufocante.  
Conforme relatamos acima, é totalmente desconhecida a identidade ou classificação biológica desse grande peixe. Nada, absolutamente nada é encontrado nos originais da Bíblia Sagrada. Se há traduções [Mt.12:40] que revelam a identidade desse grande peixe o fazem com responsabilidade própria, e nunca de acordo com os originais bíblicos.    

·       O Grande Peixe, Transporte de  Retorno de Jonas à Vontade Divina: 1:4 a 2:10.

·       NOTA: Às vezes é necessário uma grande tempestade para que pessoas escolhidas, mas distantes dos domínios da vontade divina sejam devolvidas a Deus. NOTA: Os marinheiros devolveram Jonas ao Senhor  lançando-o às águas do mar. O mar, por sua vez, fez o que cabia-lhe fazer: “expôs o profeta à Baleia”. Esta, fiel à chamada desta tríade divina, recolocou Jonas nos domínios da vontade divina para a grande cidade de Nínive.
·       TRÍADE  DIVINA PRÓ-DEVOLUÇÃO DE JONAS:
·       Os marinheiros.
·       O mar.
·       A baleia.  
·       Nota 2:  Existe um dia estranho, num lugar igualmente estranho, motivados por coisas estranhas, que filhos desobedientes são invadidos por uma grande saudade do templo da santidade de Deus. 2:4. Esse lugar estranho costuma ser reconhecido como o próprio inferno, lugar profundo, longe dos olhos do Senhor, o abísmo.2:2-5. NESSE DIA, o crente certamente“LEMBRAR-SE-Á DO TODO-PODEROSO SENHOR”2:7Interessante: Jonas, ao empreender fuga jamais lembrou-se do que Deus poderia pensar em relação a seu comportamento. Entretanto, em dois momentos tristes de sua jornada ele lembrou-se do Senhor:
·       Primeiro: NA TEMPESTADE, percebeu a presença do Senhor. 1:9 e 12.
·       Segundo: NO VENTRE ESCURO DO GRANDE PEIXE E AMEAÇADO DE SER ASFIXIADO OU QUEIMADO PELOS SULCOS GÁSTRICOS DO ANIMAL MARINHO. 2:7  “...eu me lembrei do Senhor”. AINDA BEM QUE LEMBROU-SE  [1] clamando 2:2 [2] fazendo votos 2:9 [3] reconhecendo seu estado de miséria 2:3-7. ALÉM DE TRÊS DIAS E TRÊS NOITES DE JEJUM FORÇADO [1:17].



·       DETALHE ESPECIAL: o grande peixe poderia vomitar Jonas no fundo do mar? Sim! Seria um comportamento até natural, rotineiro, plenamente possível. No mundo dos animais marítimos não existe casos de peixes precisarem vir à praia para expelir incomodos intestinais. No caso de Jonas, o Senhor mesmo direcionava e orientava o peixe. Durante três dias o grande peixe esteve literalmente entregue a Deus. Caso em contrário, não haveria necessidade de uma praia “especial” para Jonas ser expelido do ventre do animal marítimo. Então, o grande peixe poderia ter deixado o profeta no fundo do mar.  Afinal, um homem vivo e incomodado encontrava-se dentro de seu ventre, o que certamente incomodava orgãos vitais internos do peixe! O que isso significaria? A tempestade não pode cessar no dia errado e no lugar errado. Se assim acontecer, certamente o profeta morre. A tempestade só pode cessar no dia certo e no lugar absolutamente certo. O peixe, ao vomitar Jonas o fez longe da cidade do local da missão de Jonas. Por quê?  Porque Deus queria provar se o profeta estava realmente arrependido de sua loucura e disposto a chegar à grande cidade munido unicamente de Sua santa vontade para os ninivitas. Então, aprendamos: “a mesma tempestade que nos corrige, disciplinando-nos e redirecionando-nos a Deus, TAMBÉM PODE NOS MATAR”.  
·       Primeiro: Uma tempestade no mar.
·       Segundo: Uma tempestade dentro do navio.
·       Terceiro: Uma tempestade na vida do profeta.
·       Finalmente: Um teste de fidelidade.

·       A Pregação de Jonas e o Avivamento Espiritual dos Ninivitas: 3:1-10.
·       E pensar que Jonas havia se corrigido, hem! Pobre Jonas. Primeiro, enfrentou uma viagem desesperadora e inesquecível. Uma viagem impossível de ser esquecida. Depois, lançado ao mar, foi tragado por um grande peixe, permanecendo três dias enclaustrado no ventre emporcalhado desse animal marítimo. Um fato insólito, indescritível, sobrenatural,  inimaginável na trajetória de Jonas como  profeta do Senhor. Uma experiência amarga, cruel. Entretanto, pouquíssimos dias depois, olha aí o mesmo Jonas carrancudo, aborrecido, extremamente nacionalista [uma representação dos denominacionalístas de hoje], cabisbaixo, mau-humorado, insatisfeito outra vez mais com o imenso amor de Deus pelos pecadores. Há crentes que sua única linha de raciocínio em relação a pessoas pecadoras e cruéis é a morte. Uma morte trágica, se possível. Jonas devia possuir uma falsa idéia daquilo que caracteriza pecado contra o Senhor. Sim, ele imaginava que desobedecer a Deus fosse algo normal, simples, comum, sem consequências danosas. Enfim, no conceito de Jonas pecado era o que povo de Israel cometia cotidianamente: prática de idolatria, misturar-se à cultura do povo pagão, assassinatos, traições [consequências da desobediência de Israel].  Nosso profeta jamais parara para raciocinar que AS TEMPESTADES NO MAR e OS TRÊS DIAS DE PRISÃO NO VENTRE DO GRANDE PEIXE foram consequências imediatas de sua desobediência. Uma desobediência que, em princípio, deu-lhe  a falsa impressão de que enganaria o Todo-Poderoso Senhor e Criador de sua própria vida. Uma desobediência que não somente gerara fuga, uma fuga de obrigações intransferíveis, mas que também expôs à morte  pessoas inocentes e indefesas [os tripulantes do navio]. Esse mesmo Jonas vivia a pregar no Reino do Norte, cara-a-cara com Jeroboão II, um pecador desumano, cruel, criminoso e que não possuía a menor afinidade com o profeta. Nessa  ocasião Jonas acusava o povo de Israel pela sua extrema desobediência diante de Jeová. Agora, o profeta  encontra-se abatido, triste, desanimado porque Deus estendera Sua santíssima mão aos indomáveis ninivitas. QUE PROFETA É ESSE?  O que teria acontecido ao filho pródigo caso ao retornar para casa seu pai estivesse morto e seu irmão no domínio da fazenda? – Há profetas que sabem tudo das riquezas da Justiça e da Santidade de Deus, mas nada sabem das riquezas da Bondade e da Misericórdia do Senhor. São profetas sempre carrancudos, mau-humorados, tristes, insatisfeitos, aborrecidos. Lugar de pecadores, costumam dizer: “é no vento”, “longe da casa de Deus”, “é no inferno”. Que profetas são esses?

Pr Joel Machado

Compartilhar:
←  Anterior Proxima  → Inicio

1 comentários:

Anônimo disse...

É impressionante o quanto descemos quando estamos na contra-mão da vontade de Deus!!!!