13/08/2016

SERAFINS, MODELO DA ADORAÇÃO


Texto Base - Isaías 6,1-8
1 No ano em que faleceu o rei Uziáhu, Uzias, eu vi o Eterno sentado sobre um trono alto e exaltado. A aba do seu manto preenchia todo o templo. 2 Em torno dele posicionavam-se serafins. Cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam. 3 E, ao mesmo tempo, clamavam uns aos outros: “Santo, santo, santo, é Yahweh dos Exércitos, eis que toda a terra está plena da glória do SENHOR!” 4 Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram e o templo ficou repleto de fumaça. 5 Então bradei eu: “Ai de mim, não tenho salvação! Porquanto sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos contemplaram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!” 6 Imediatamente um dos serafins voou até onde eu estava trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz. 7 Com ela tocou a minha boca e declarou-me: “Vê, isto tocou os teus lábios, a tua culpa será removida e o teu pecado está perdoado.” 8 Em seguida ouvi a voz do Eterno que chamava: “Quem hei de enviar? Quem irá por nós?” Ao que prontamente respondi: “Eis-me aqui, envia-me a mim!” 
Introdução
O reino de Judá desfrutava de prosperidade política e econômica nos dias do rei Uzias (2 Cr 26. 9-1). Em contra partida, pode-se perceber a decadência moral e espiritual de Judá no relato da parábola da vinha registrado no capitulo cindo do livro de Isaías. Dez anos antes de morrer, Uzias foi acometido pela doença da lepra, enviada da parte de Deus como Juízo por sua prepotência e arrogância em respeito à adoração (2 Cr 26.19). O rei foi confinado e substituído por Jotão. 
A adoração sempre foi de extrema importância diante do Eterno Deus. O Senhor rejeita a adoração que não observa Seus princípios e pune aqueles que deliberadamente os violam, como no caso de Nadabe e Abiú (Lv 10. 1,2).
I - A Experiência Pessoal de Isaías 
Isaías se encontrava no templo de Salomão em Jerusalém por ocasião de sua chamada ministerial. A nação estava em crise, o rei leproso morrera, seu filho assume definitivamente o reino de Judá. Era mais um dia comum de adoração para Isaías, os mesmos rituais, a mesma oração, o mesmo louvor, o mesmo sacrifício, a mesma oferta. Deus então decide revelar a Isaías o poder real da adoração e seus princípios básicos ao lhe mostrar na sala de Seu trono a presença de seres angelicais chamados “serafins”. Deus sempre quis trazer para a terra aquilo que já existe no céu. Exemplos: O Edem celeste e o Edem terreno, O tabernáculo celeste e o tabernáculo de Moisés, o monte Sião no Céu e o monte Sião em Jerusalém, a Jerusalém celestial e a Jerusalém, eterna capital espiritual de Israel, Deus ofereceu o cordeiro antes da fundação do mundo e depois sacrificou animais no Edem, Jesus ensinou: venha o reino de Deus e seja feita a vontade do Pai na terra assim como é no céu, Etc. Portanto, o padrão de adoração na terra é a adoração dos serafins no céu.
II - A Adoração do Serafins
A palavra serafim procede do hebraico שרף saraph, que significa “queimar”, “afoguear”, “incandescer”, “arder”. Vejamos o que diz o texto de Isaías 6. 1:
No ano em que faleceu o rei Uziáhu, Uzias, eu vi o Eterno sentado sobre um trono alto e exaltado. A aba do seu manto preenchia todo o templo. 2 Em torno dele posicionavam-se serafins. Cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam.
• O texto revela os serafins posicionados em torno do Trono de Deus! Esse é o primeiro ensinamento dos serafins: Isaías estava no pátio do templo, diante do altar do holocausto. O adorador precisa estar na sala do trono, no santíssimo diante do Senhor.
• A palavra serafim, como vimos, significa basicamente “aqueles que queimam, que ardem”. Este é o segundo ensinamento: o adorador precisa arder na adoração. Precisamos estar inflamados para entregar uma adoração verdadeira.
• “Cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam”. 
1. Asas cobrindo o rosto: olhos fechados, pois adoramos pela fé. Não precisamos ver o trono e sim saber que estamos na sala do trono.
2. Asas cobrindo os pés: estado total de santidade na adoração. Vida, caminho conduta santificados na adoração.
3. Asas para voar: liberdade para adorar Aquele que está assentado no trono. Mão para cima em sinal de rendição.
• E, ao mesmo tempo, clamavam uns aos outros: “Santo, santo, santo, é Yahweh dos Exércitos, eis que toda a terra está plena da glória do SENHOR!”
1. Adoração organizada: eles cantavam no mesmo tempo, no mesmo ritmo. Cantavam uns aos outros em forma de antífona. Eram dois corais em perfeita harmonia.
2. Adoração Doxológica: Não exaltavam nenhum outro anjo, nenhum homem, nenhuma criatura e sim o Todo-Poderoso Deus.
3. Adoração Teológica: Santo, Santo, Santo é o Senhor! Deus deve ser adorado em trindade, pois os três são UM.
III - O Poder da Adoração
• “Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram e o templo ficou repleto de fumaça”. A adoração no céu chegou na terra e abalou o templo. Então a adoração na terra precisa chegar e “abalar” o céu.
• Então bradei eu: “Ai de mim, não tenho salvação! Porquanto sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros;” - A adoração precisa constranger os pecadores. Estes precisam se render diante do poderoso louvor ao Eterno.
IV - O Resultado da Adoração
• “Imediatamente um dos serafins voou até onde eu estava trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz.” Vidas são transformadas pelo fogo do Altar.
• Com ela tocou a minha boca e declarou-me: “Vê, isto tocou os teus lábios, a tua culpa será removida e o teu pecado está perdoado.” - Pecadores são libertos pelo poder da adoração.
• Ao que prontamente respondi: “Eis-me aqui, envia-me a mim!” - Ex-pecadores reconhecerão seu chamado através do poder do louvor.
Epílogo
Enquanto houver fogo no altar e vidas inflamadas para adorarem a Deus, pecadores serão transformados!
Asp. Adelson R. Buenos
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